Atenção empresas: estas são as tendências que marcam o talento em 2021

O “Tendências Talento 2021” identifica três linhas de transformação na comunicação das empresas com os seus talentos, em 2021. O estudo é da IDEAS LLYC.

De acordo com um estudo recente da IDEAS LLYC, intitulado “Tendências Talento 2021”, este ano será marcado por três linhas de transformação na comunicação das empresas com os seus talentos.

A primeira linha de transformação, já vincada pela força da digitalização, está ligada à necessidade de priorizar o upskilling e o reskilling dos colaboradores, ou seja, está relacionada com o aprimoramento e à requalificação, que pressupõe um esforço voltado para o desenvolvimento, tendo vindo a ganhar destaque devido à velocidade com que as inovações e tecnologias evoluem. São duas características importantes, uma vez que ajudam na criação de vantagens competitivas, para responder à perspetiva de carreiras mais duradouras e, também, para facilitar ferramentas de liderança, a managers “perdidos” na deslocalização do trabalho.

Quanto à segunda linha de transformação, centra-se na criação de novos modelos de relação, mais flexíveis, entre empresas e colaboradores. Contudo, as necessidades atuais, algumas consequência da pandemia, evidenciam a forma como a saúde mental, o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional ou, ainda, a reivindicação dos perfis mais seniores, devem estar na ordem do dia dentro das organizações.

Já a terceira é relativa à importância da comunicação omnicanal nas empresas, num contexto em que o teletrabalho e a adoção de modelos híbridos representam, a médio prazo, uma revolução da cultura e do tecido social das empresas.

Assim, estas serão algumas tendências do talento em 2021:

  1. Colaborador ativista

Cada vez mais tem surgido um ativismo digital que proporciona novas ferramentas, bem como um clima de contágio emocional relevante. Será por isso necessário que as empresas desenvolvam plataformas internas para detetar as preocupações das suas pessoas, pois só assim terão capacidade de reagir atempada e estrategicamente.

  1. O colaborador eterno

A pandemia afetará os modelos em que o trabalho físico, cada vez menos relevante pela automatização. Portanto, se as empresas não querem correr o risco de perder alguns dos seus melhores colaboradores, terão de oferecer modelos mais flexíveis de trabalho

  1. Contínuos aprendizes

A discussão sobre a necessidade do upskilling e do reskilling do talento nas empresas está na ordem do dia. A tecnologia tinha sido, até agora, o impulsionador da necessidade do talento estar num processo de aprendizagem contínuo. Mas o impacto da pandemia, conjuntamente com o crescimento exponencial da Inteligência Artificial, disparou este elemento-chave. As capacidades digitais serão uma commodity básica em muitas empresas. Além disso, há estudos que revelam que 91% das empresas esperam que, em breve, a aptidão mais procurada será a criatividade.

  1. Os novos gestores

Segundo um inquérito da PwC, 54% dos diretores financeiros (CFO) indicam que as suas empresas planeiam tornar o teletrabalho numa opção permanente. Isto implica desafios para as empresas e um dos mais óbvios é que os gestores terão de reinventar a sua forma de gerir equipas se grande parte delas trabalharem de forma remota ou híbrida. A empatia será fundamental para manter a relação humana das equipas. A produtividade conseguida pode ser apenas um objetivo se não se prestar atenção a outros âmbitos.

  1. Da experiência do colaborador à experiência de vida

Nos próximos meses, as empresas precisam de criar uma espécie de nova ‘etiqueta digital’ para o “novo normal” que tem de contemplar elementos como o direito a “desligar” da empresa ou o respeito pela flexibilidade de horários, que se possam adequar às circunstâncias particulares de cada um.

  1. Do “onde” ao “quando”

O contexto imposto pela nova normalidade e a necessidade de rápida adaptação à mesma, também apresentou oportunidades para acelerar os processos de agilidade e simplificação que muitas empresas e colaboradores  desejavam. Agora, as empresas deparam-se com a oportunidade de se libertarem de camadas de complexidade que prejudicavam os seus processos, beneficiando de um talento que se rege pelos resultados, pela eficácia e pelo compromisso

  1. Do trabalho remoto ao trabalho híbrido

O trabalho à distância que já estava a ganhar terreno antes da pandemia, permitiu a que as empresas tivessem a oportunidade de acelerar ainda mais essa mudança empresarial. A revolução dos locais de trabalho tornou-se uma realidade. Os escritórios não serão os mesmos e surgem novas formas de trabalhar sob a forma de experiências colaborativas, significativas e focadas no networking e bonding das suas pessoas.

  1. Saúde mental na empresa

Um dos efeitos mais fortes, mas simultaneamente menos visível da crise pandémica está fortemente relacionado com as consequências e efeitos na saúde mental dos colaboradores. Nos Estados Unidos, por exemplo, foi feito um inquérito pela Human Resource Executive que mostra que 45% dos funcionários consideraram receber tratamento de saúde mental em consequência da pandemia. Assim, e olhando para este exemplo, as organizações deverão aproximar-se desta questão e criar estratégias efetivas que abordem este problema.

  1. Inovação coletiva

O que hoje se espera dos líderes é que envolvam todos os colaboradores da empresa para criar uma cultura propícia à inovação. Todos temos um lado criativo e a missão das empresas e dos seus líderes é fazer com que todos os seus colaboradores contribuam para esse “génio coletivo”.

  1. Talento sénior mais resiliente

Alguns estudos recentes demonstram que os profissionais com mais de 50 anos serão essenciais para a recuperação económica pós-Covid, porque a sua experiência na resolução de crises criadas por novos contextos, e as transformações que já presenciaram, fará deles uma peça-chave para traçar soluções para o futuro

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