Casey Neistat, um produtor de conteúdos na plataforma YouTube com mais de sete milhões de seguidores, vendeu em novembro do ano passado a sua start-up que ainda estava em fase experimental por mais de 22,5 milhões de euros à CNN.

A start-up, de nome Beme, fundada por Matt Hackett, um engenheiro norte-americano, e Casey Neistat foi criada com o intuito de revolucionar a maneira como as pessoas partilhavam as suas experiências no telemóvel. O que distinguia esta aplicação de todas as outras era bastar encostar o telemóvel ao peito para que a aplicação detetasse, através do sensor de proximidade, a posição do aparelho e começasse a filmar. Desta maneira o utilizador podia gravar momentos importantes sem estar a olhar para o ecrã do telemóvel. A aplicação que, entretanto, foi retirada de circulação não foi o principal interesse do gigante norte-americano. O grande interesse da CNN era Casey.

Este YouTuber – terminologia usada para descrever um produtor de conteúdos na plataforma YouTube – tem mais de sete milhões de seguidores e conta com mais de 1,5 mil milhões de visualizações no site de partilha de vídeos. Foi este o principal motivo que levou a CNN a investir dinheiro em Casey e na sua equipa. O canal televisivo quer transformar o público-alvo – maioritariamente jovem – em espetadores assíduos do seu conteúdo.

Em declarações ao jornal norte-americano “The New York Times”, o Diretor Digital da CNN referiu que a maioria dos seguidores do YouTuber não são consumidores televisivos e que “para criar interesse na audiência online é necessário construir algo novo, inovador”. É aqui que a equipa de Casey entra, na transformação e atualização dos media tradicionais para dias de hoje. O projeto, que tem sede em Nova Iorque, está previsto ser lançado no verão deste ano.

O caso da aplicação “Beme” e da sua equipa vem apoiar a ideia de que cada vez mais os investidores procuram investir em pessoas e não só em produtos.

Pode seguir Casey Neistat nas suas aventuras pelo mundo aqui.

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