A Ler: A lista de verão de Bill Gates
As propostas de Bill Gates para este verão incluem uma mistura de várias coisas que despertaram a atenção do fundador da Microsoft. Dois livros de não-ficção um romance e uma série que não conseguiu parar de ver.
Nos dias longos e quentes das férias de verão, o tempo de lazer é propício para pôr em dia algumas leituras frequentemente adiadas ou ver alguns filmes e séries que vão ficando para trás.
Bill Gates, fundador da Microsoft, é o exemplo de alguém que aproveita esta estação do ano para relaxar e para se atualizar e, por isso, todos os anos por esta altura prepara uma lista do que pode fazer “um verão melhor”, diz no seu Gates Notes.
E a lista deste ano é um mix de coisas que lhe prenderam a atenção: “um romance fantástico, dois livros de não-ficção que vão ajudar a perceber melhor o mundo, e uma série que não consegui parar de ver”, afirma.
Livro de ficção: Culpability, de Bruce Holsinger.
Uma família está a viajar no seu veículo autónomo quando se envolve numa colisão. Alguém no outro carro morreu. Quem é responsável? O condutor? O fabricante do automóvel? A empresa que fez o software de condução autónoma? Estas são algumas das questões abordadas neste romance de Holsinger.
Livro de não-ficção: 1929: Inside the Greatest Crash in Wall Street History—And How It Shattered a Nation, de Andrew Ross Sorkin.
Os fatores que levaram ao crash bolsista de 1929 foram muito complexos e Andrew Ross Sorkin ajuda a perceber os vários intervenientes envolvidos. Embora os sistemas bancários sejam hoje muito mais resilientes, é importante perceber o que correu mal para garantir que não voltamos a cometer os mesmos erros. Por exemplo, a história mostra que a fronteira entre jogo e investimento é menos preto e branco do que se poderia esperar e que ainda temos temos mais a aprender com o passado.
Melhor áudio: The audiobook of Gray Matters: A Biography of Brain Surgery, de Theodore H. Schwartz.
Gates assume que nos últimos anos tornou-se fã de audiolivros e que Gray Matters é um dos melhores que ouviu ultimamente. Considera que Schwartz faz um trabalho fantástico a explicar as doenças do cérebro e como é ser neurocirurgião. A narração é de Sean Pratt.
Melhor série: The Pitt (Season 2)
Passada ao longo de um único turno de 15 horas numa sala de urgência de Pittsburgh, a série acompanha médicos, internos e enfermeiros a navegar por um casos impossíveis uns atrás dos outros. Vive-se a dinâmica humana envolvida numa urgência: a satisfação de uma equipa de cuidados a encaixar-se, e a frustração quando o sistema, a burocracia ou as próprias escolhas do paciente se interpõem. Não há outra profissão onde se esteja tão exposto às pessoas no seu estado mais vulnerável e de forma tão implacável. Há uma descarga de adrenalina neste trabalho que faz as pessoas voltarem, mesmo quando se perguntam porque o escolheram.








