Decisões tecnológicas que as empresas portuguesas não podem adiar até final do ano

Foto: Alpha Trade Zone, Pexels

As empresas portuguesas começam a definir as suas prioridades tecnológicas para o próximo ano. E há cinco decisões que não devem adiar.

Prestes a entrar no último trimestre do ano, as empresas e organizações portuguesas vivem uma fase decisiva, onde é preciso tomar decisões importantes para a sua capacidade de competir, inovar e operar de forma eficiente em 2027. E, como não podia deixar de ser, depois de anos marcados pela aceleração da cloud, pela adoção de novas ferramentas digitais e, recentemente, pela rápida expansão da IA generativa, a tecnologia é uma parte crucial em qualquer decisão que venha a ser considerada.

O verdadeiro diferenciador, como destaca a SoftwareOne (empresa de soluções de software e cloud) é a capacidade de fazer as escolhas certas e filtrar o prioritário.  E é exatamente com base nesta premissa que partilha as cinco decisões que as empresas portuguesas devem tomar ainda em 2026 para evitar entrar no próximo ano com prioridades críticas por resolver.

  1. Decidir onde a complexidade começa a pesar 

A fase de experimentação com inteligência artificial está a dar lugar a uma nova exigência: provar resultados. Muitas organizações já testaram ferramentas de IA generativa, lançaram projetos-piloto ou disponibilizaram assistentes de produtividade às suas equipas. O próximo passo é mais complexo: escolher os casos de uso que justificam investimento, perceber quais podem ser escalados e estabelecer métricas concretas de impacto no negócio.

“2027 não deve ser mais um ano de experimentação. As organizações devem perceber que problemas concretos querem resolver, se e como a inteligência artificial pode ajudar a resolver, e só então testar e transformar numa capacidade real para a  organização”, afirma Artur Amaral, General Manager da SoftwareOne Portugal.

  1. Arrumar a casa tecnológica

À medida que cresce a complexidade tecnológica, torna-se mais difícil perceber onde está realmente o valor e onde começam os desperdícios. Recursos subutilizados, licenças redundantes e aplicações sobrepostas podem transformar-se rapidamente em custos difíceis de detetar, mas cada vez mais relevantes para o orçamento de IT.

“Crescer tecnologicamente sem controlar a complexidade tem um custo. A eficiência vai ser um dos grandes temas de 2027: não reduzir a aposta em tecnologia, mas maximizar o valor dos investimentos já realizados”, complementa o General Manager da SoftwareOne Portugal.

  1. Resolver o problema dos dados antes de escalar a IA

A corrida à inteligência artificial voltou a expor um problema que muitas empresas ainda não resolveram: a falta de uma base de dados preparada para suportar estas tecnologias. Informação dispersa, pouco estruturada ou sem regras claras de acesso limita a capacidade de escalar projetos, automatizar processos e confiar nos resultados.

“A IA veio expor a importância de uma gestão eficaz dos dados. Não faz sentido pensar em modelos cada vez mais sofisticados se a informação que os alimenta está fragmentada, desatualizada ou não tem regras claras de acesso. Para muitas organizações, o investimento mais importante em IA pode começar precisamente antes da IA”, sublinha Artur Amaral.

  1. Travar a utilização descontrolada de ferramentas de IA

A facilidade de acesso a plataformas de inteligência artificial leva a que equipas e colaboradores utilizem soluções externas sem aprovação formal, introduzindo informação corporativa em ferramentas que não foram avaliadas pelos departamentos de IT ou segurança. À medida que estas soluções entram no trabalho diário, torna-se essencial definir regras claras sobre quais as plataformas que podem ser usadas, com que informação e em que contextos, equilibrando segurança, controlo e capacidade de inovação.

“Proibir não é uma estratégia de adoção. O shadow AI é um dos novos desafios que as empresas têm de aprender a gerir. Se as empresas não criarem condições de utilização de IA simples, seguras e com real impacto para os colaboradores, estes irão procurar alternativas por iniciativa própria”, explica o General Manager.

  1. Modernizar com critério

Modernizar não significa transformar tudo. O desafio está em identificar onde faz sentido investir, consolidar ou substituir tecnologia e que sistemas já deixaram de justificar o custo de manutenção. Para 2027, a prioridade deverá ser alinhar o portefólio tecnológico com as necessidades reais do negócio.

Artur Amaral conclui que “o próximo ciclo de investimento tecnológico vai exigir mais seletividade. Num contexto de maior pressão sobre os orçamentos de IT, escolher onde não investir será tão importante como decidir onde investir”.

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