Especial Mobilidade Elétrica: Portugal acelera rumo a uma nova era nos transportes
A mobilidade elétrica deixou de ser uma promessa distante para se afirmar como uma das grandes transformações das cidades, das empresas e da economia. Entre a eletrificação das frotas, a expansão da rede de carregamento, os avanços tecnológicos e as metas de sustentabilidade, este especial analisa o caminho que Portugal está a percorrer rumo a uma mobilidade mais limpa e eficiente.
A mobilidade elétrica está a ganhar força em Portugal num contexto europeu de forte pressão regulatória, industrial e ambiental. Segundo o European Alternative Fuels Observatory (EAFO) — plataforma da Comissão Europeia dedicada aos combustíveis alternativos —, Portugal registou, em 2025, um novo máximo nas matrículas de veículos elétricos. Foram registados 56.156 veículos 100% elétricos, mais 34,5% do que no ano anterior, e 33.884 híbridos plug-in, um crescimento de 19,5%. No total, os veículos recarregáveis atingiram uma quota de mercado de 34%.
De acordo com o Observatório ACP, em 2026, 9% dos condutores portugueses já possuem um automóvel 100% elétrico, quase o triplo dos 3,5% registados em 2025. Ao mesmo tempo, cresce a intenção de substituição automóvel: 49% dos condutores admitem trocar de carro nos próximos um a cinco anos, mais 25 pontos percentuais face ao ano anterior. Entre as opções consideradas, os veículos eletrificados — híbridos, híbridos plug-in e elétricos — representam já cerca de metade das preferências, enquanto 55% dos condutores consideram provável escolher um automóvel 100% elétrico na próxima compra.

A renovação do parque automóvel português é outro sinal relevante desta transformação. Embora Portugal continue a ter um parque envelhecido, a tendência começa a inverter-se: 38% dos automóveis em circulação têm mais de 15 anos, menos cinco pontos percentuais do que no ano anterior. Também nas motorizações se registam mudanças: os veículos a gasolina voltam a ganhar terreno, enquanto os automóveis a diesel continuam a perder expressão.
Ao nível europeu, a infraestrutura de carregamento continua a crescer, mas mantém-se como um dos principais desafios da transição. No relatório Global EV Outlook 2025, a International Energy Agency indica que a Europa ultrapassou, em 2024, a fasquia de 1 milhão de pontos públicos de carregamento, após um crescimento superior a 35% face a 2023. Dados mais recentes do EAFO, atualizados em abril de 2026, mostram que a infraestrutura de carregamento da União Europeia continua a ser monitorizada com referência a março de 2026, refletindo a importância crescente deste indicador para acompanhar o ritmo da eletrificação.
Ainda assim, a expansão da rede não elimina as assimetrias. A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) sublinhou em abril de 2026 que a eletrificação avançou no primeiro trimestre do ano, mas de forma desigual entre os Estados-membros. As diferenças na infraestrutura de carregamento, na preparação das redes elétricas e nos apoios públicos continuam a determinar a velocidade da transição em cada país.
Em Portugal, esta realidade é particularmente evidente. A maioria dos proprietários de veículos elétricos carrega o automóvel em casa, mas a rede pública continua a ser essencial para viagens longas, para quem não tem garagem ou posto privado e para as regiões menos servidas. De acordo com os dados do Observatório ACP, 86% dos proprietários carregam o automóvel em casa, mas 91% também recorrem a postos públicos. O carregamento doméstico custa, em média, até cerca de sete euros, enquanto os gastos mensais na rede pública rondam os 50 euros. Apesar dos progressos, persistem dificuldades em zonas rurais e no Alentejo, onde a cobertura e a disponibilidade de carregadores continuam a ser fatores críticos.
A pressão regulatória europeia deverá acelerar esta evolução. O Regulamento das Infraestruturas para Combustíveis Alternativos, conhecido como AFIR, obriga os Estados-membros a reforçar a rede de carregamento ao longo dos principais corredores rodoviários europeus. A IEA destaca que o regulamento prevê estações de carregamento rápido de, pelo menos, 150 kW a cada 60 quilómetros na rede principal TEN-T para automóveis e carrinhas, com requisitos progressivos de potência instalada.
Este enquadramento mostra que a mobilidade elétrica já não depende apenas da decisão individual de compra. Depende também da capacidade dos países para garantir cobertura territorial, potência adequada, fiabilidade da rede, pagamentos simples, interoperabilidade e integração com a rede elétrica.
A eletrificação ganha ainda mais relevância porque os transportes continuam a ser um dos setores mais difíceis de descarbonizar. A Agência Europeia do Ambiente assinala que os transportes são responsáveis por cerca de um quarto das emissões totais de gases com efeito de estufa da União Europeia, além de contribuírem para a poluição atmosférica, ruído e fragmentação de habitats. Dentro deste setor, o transporte rodoviário é dominante: em 2023, representou 73% das emissões de gases com efeito de estufa dos transportes na UE, incluindo bunkers internacionais.
A transição elétrica é, por isso, uma peça central da estratégia europeia de descarbonização, embora não resolva sozinha todos os problemas da mobilidade. A redução de emissões passa também por transportes públicos mais eficientes, mobilidade partilhada, planeamento urbano, maior incorporação de energias renováveis e redução da dependência do automóvel individual.
A mudança está igualmente a redesenhar a indústria automóvel. Em 2025, a Comissão Europeia apresentou um plano de ação para reforçar a inovação, a sustentabilidade e a competitividade do setor automóvel, com destaque para baterias, veículos elétricos, software e novas cadeias de valor industriais. Mais recentemente, dados citados pela Reuters, com base na New Automotive, indicam que o ecossistema europeu do veículo elétrico já mobilizou quase 200 mil milhões de euros em investimento comprometido, incluindo 109 mil milhões de euros na cadeia de baterias, 60 mil milhões na produção de veículos elétricos e entre 23 e 46 mil milhões em infraestrutura pública de carregamento.
A mobilidade elétrica é, assim, muito mais do que uma mudança tecnológica no automóvel. É também uma transformação industrial, energética e geopolítica, com impacto nas fábricas, nas cadeias de fornecimento, nas oficinas, nos serviços de energia, no software e nas competências exigidas ao setor.
Apesar da aceleração, o preço continua a ser um dos maiores travões. Em Portugal, o custo inicial elevado, as dúvidas sobre autonomia, o tempo de carregamento e a falta de oficinas especializadas continuam a pesar na decisão dos consumidores. É neste contexto que o mercado de veículos elétricos usados começa a ganhar relevância. Segundo o Observatório ACP, 37% dos condutores consideram provável adquirir um elétrico em segunda mão, mais 19 pontos percentuais do que no ano passado. O preço mais acessível é o principal fator de interesse, embora persistam reservas sobre a durabilidade das baterias e o valor de revenda.

No conjunto, os dados indicam que 2026 poderá marcar um ponto de viragem na mobilidade elétrica em Portugal. Os consumidores estão mais informados, mais disponíveis para considerar veículos eletrificados e mais atentos ao custo total de utilização. Mas a adoção em larga escala continuará dependente da capacidade de tornar os automóveis mais acessíveis, reforçar a confiança na tecnologia, expandir a rede de carregamento e reduzir as desigualdades territoriais.
A transição já está em curso. A velocidade a que chegará a todos os portugueses dependerá agora da resposta conjunta da indústria, dos reguladores, dos operadores de carregamento, das redes elétricas e dos próprios consumidores.

A verdadeira revolução elétrica acontece nas nossas casas

Novo concurso de apoio à compra de carros elétricos arranca até junho
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, voltou a garantir que até junho haverá novo apoio à compra de carros elétricos. O último, realizado em dezembro, esgotou em poucas horas. A ideia do Governo é reduzir com urgência o consumo de combustíveis fósseis em Portugal. O apoio para a compra de carros elétricos deve abrir ainda este mês ou em junho.
Se tiver as mesmas regras do que esgotou em poucas horas em dezembro, o apoio será de 4 mil euros para particulares e de 5 mil para IPSS, autoridades de transportes e autarquias. Não estava previsto ser já, mas a guerra e o aumento do preço dos combustíveis obrigou a antecipar o concurso.
Para ter direito ao apoio, o carro elétrico tem de ser novo e não pode ultrapassar os 38.500 euros, no caso de veículos com cinco lugares. Para além de preencher o formulário na página do Fundo Ambiental, tem de submeter o comprovativo de abate de um veículo a combustível fóssil com mais de 10 anos e a fatura da compra do veículo novo.
No primeiro trimestre do ano, Portugal foi o país da Europa a produzir mais eletricidade a partir de fontes renováveis (cerca de 80%), mas a nível global dependemos 60% de combustíveis fósseis.
ERSE propõe descida de mais de 30% nas tarifas da rede de mobilidade elétrica em 2026
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) apresentou a proposta de tarifas da Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Elétrica (EGME) para 2026. O documento será agora submetido a parecer do Conselho Tarifário e de outras entidades competentes, antes da decisão final da ERSE, prevista para 15 de dezembro.
De acordo com a proposta, as tarifas aplicáveis aos Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME) e aos Operadores de Ponto de Carregamento (OPC) deverão descer 31,9%, enquanto as tarifas destinadas aos Detentores de Pontos de Carregamento (DPC) terão uma redução de 31,5% face a 2025. A ERSE salienta que estas tarifas representam atualmente entre 3% e 4% do valor final pago pelos utilizadores de veículos elétricos.
O regulador sublinha que, no exemplo apresentado, a descida permitirá uma poupança de cerca de 0,13 euros por cada 100 quilómetros percorridos, relativamente a este ano. “As tarifas da EGME fazem parte dos custos incorridos por CEME, OPC e DPC, que garantem o carregamento de veículos elétricos na rede”, refere a entidade no comunicado.
A proposta surge num contexto de transição legislativa, após a aprovação do novo Regime Jurídico da Mobilidade Elétrica (RJME), que elimina a gestão centralizada da rede, até agora a cargo da EGME. O diploma estabelece, no entanto, um período transitório até final de 2026, durante o qual a utilização da plataforma continuará sujeita ao pagamento de tarifas fixadas pela ERSE.
Recorde de carregamento de carros elétricos na rede Mobi.E em abril
A rede de carregamento de carros elétricos ligada à Mobi.E registou mais de 898 mi sessões em abril. Trata-se de um novo recorde mensal.
Segundo um comunicado, é um aumento de 35% face ao mesmo mês do ano passado e o maior número mensal já registado. A rede foi usada por mais de 233 mil utilizadores diferentes, o que constitui um crescimento de 102% também por comparação com abril de 2025.
Estima-se que a energia elétrica disponibilizada tenha permitido realizar mais de 535 milhões de quilómetros com automóveis elétricos carregados nesta rede. Foram registados consumos de eletricidade superiores a 20 mil MWh (mais 40%). Foi, ainda, possível evitar mais de 16 mil toneladas de dióxido de carbono emitidas para atmosfera graças à mobilidade elétrica – isto só em abril.
O número de postos de carregamento em Portugal continua a aumentar, chegando já aos 7.800 em todo o país no fim de abril – em 14.747 pontos diferentes. A potência instalada totaliza 539 mil kW (mais cinco por cento face à meta do regulamento AFIR). Há milhares de postos (3.030) que disponibilizam carregamento rápido (22 a 149 kW) ou ultrarrápido (igual ou superior a 150 kW) – cerca de 39%.
Efacec investe 34,5 milhões em redes inteligentes, transformadores e mobilidade elétrica
A Efacec está a investir 34,5 milhões de euros no desenvolvimento de novas soluções tecnológicas para os setores da energia e da mobilidade elétrica, no âmbito da Agenda Mobilizadora Aliança para a Transição Energética (ATE). Do montante total, 13,4 milhões de euros são cofinanciados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
A empresa portuguesa pretende reforçar a sua posição internacional através da aposta em redes elétricas inteligentes, transformadores de nova geração, aparelhagem de média tensão sustentável e soluções avançadas de carregamento elétrico, com foco na digitalização e na economia circular.
Entre os projetos em desenvolvimento destacam-se novos equipamentos de proteção, automação e controlo para subestações digitais, capazes de aumentar a estabilidade e a resiliência das redes elétricas face ao crescimento das energias renováveis.
A Efacec está também a desenvolver plataformas de gestão avançada de redes elétricas de distribuição e de ativos renováveis, com funcionalidades de operação preditiva e análise em tempo real, permitindo uma gestão mais eficiente dos sistemas energéticos.
Na área da média tensão, a empresa aposta em soluções sem recurso ao gás SF6 — considerado altamente poluente — através de tecnologias de isolamento avançado e sensores inteligentes para redes de distribuição de 24 kV e 36 kV.
Nova geração de transformadores
A sustentabilidade surge igualmente como eixo central na área dos transformadores elétricos. A Efacec anunciou o desenvolvimento de uma nova geração de transformadores tipo Shell para aplicações de grande potência e alta tensão, integrando sistemas de arrefecimento mais eficientes e soluções de construção mais sustentáveis.
A empresa está ainda a trabalhar em transformadores de distribuição destinados a produção de energia renovável, nomeadamente solar e eólica, adaptados a cenários de disponibilidade intermitente.
Paralelamente, a tecnológica portuguesa avança com a implementação do Passaporte Digital de Produto, solução que permitirá rastrear os equipamentos ao longo do seu ciclo de vida, promovendo a reutilização de materiais e o prolongamento da vida útil dos equipamentos.
Carregadores de 400 kW e hubs de 1,6 MW
Na mobilidade elétrica, a Efacec prepara o lançamento de carregadores ultrarrápidos de 400 kW e hubs de carregamento distribuído de 1,6 MW, com sistemas avançados de balanceamento de carga.
A nova versão da plataforma de gestão da empresa irá integrar funcionalidades como gestão avançada de carga, gestão de frotas, plug-and-charge e monitorização de ativos, procurando responder às necessidades de grandes operadores internacionais.
Para suportar esta evolução tecnológica, a empresa está também a modernizar as suas unidades fabris com tecnologias associadas à Indústria 4.0, incluindo Digital Twins e sistemas de monitorização em tempo real.
Iberdrola chega aos 358 pontos de carregamento em Portugal e aposta na mobilidade elétrica de conveniência
A Iberdrola reforçou a sua rede própria de carregamento para veículos elétricos e atingiu os 358 pontos de carregamento em todo o país, dando mais um passo na expansão de soluções de mobilidade elétrica integradas no dia a dia dos consumidores.
A evolução surge num contexto de forte crescimento da eletrificação automóvel. Segundo dados da ACAP referentes a 2025, cerca de 70% dos automóveis ligeiros de passageiros novos matriculados em Portugal foram veículos elétricos ou híbridos, confirmando a crescente adesão dos consumidores a soluções de mobilidade mais sustentáveis.
A aposta da Iberdrola centra-se em localizações de conveniência, ou seja, espaços onde os utilizadores já permanecem durante períodos mais prolongados, como restaurantes, hotéis, centros urbanos ou áreas comerciais. Desta forma, o carregamento do veículo elétrico pode acontecer de forma natural, sem obrigar a alterações significativas nas rotinas.
Este modelo complementa as soluções de carregamento rápido, habitualmente associadas a paragens curtas em vias estruturantes ou áreas de serviço. A lógica é responder a diferentes contextos de utilização: de um lado, quem precisa de carregar rapidamente em viagem; do outro, quem pode aproveitar momentos do quotidiano para recuperar autonomia.
No primeiro trimestre de 2026, os novos pontos de carregamento instalados pela Iberdrola refletiram esta estratégia de proximidade e integração territorial. No centro da vila de Sintra, a empresa reforçou a infraestrutura disponível numa zona urbana de elevada afluência.
A rede cresceu também em destinos turísticos e unidades hoteleiras, com novas instalações no Artema Hotel, em Leiria, no Six Senses Douro Valley e no Oca Grande Hotel Pezo, em Melgaço, permitindo aos visitantes carregar os veículos durante a estadia.
“A estratégia da Iberdrola passa por expandir a rede de carregamento de forma próxima dos clientes, integrada nos seus hábitos de mobilidade e adaptada aos diferentes contextos do dia a dia”, afirmou Pedro Torres, diretor de SMART Solutions da Iberdrola Clientes Portugal, que destaca a aposta da empresa num modelo baseado na conveniência, personalização e comodidade.
Galp inaugurou um novo hub de carregamento elétrico ultrarrápido na Calçada de Carriche
A Galp inaugurou um novo hub de carregamento elétrico ultrarrápido na Calçada de Carriche, em Lisboa, onde instalou o primeiro carregador de 480 kW em Portugal. A nova infraestrutura reforça a aposta da empresa na mobilidade elétrica e na expansão da rede de carregamento em pontos estratégicos de acesso à capital.
O novo carregador de 480 kW permite abastecer até quatro veículos em simultâneo com potências elevadas. A plataforma inclui ainda um carregador adicional de 120 kW, possibilitando o carregamento ultrarrápido de até seis automóveis ao mesmo tempo e reduzindo significativamente os tempos de espera para os utilizadores.
O hub está integrado numa área de serviço equipada com loja de conveniência, cafetaria e serviços de car care, oferecendo também melhores condições de conforto e segurança. O espaço dispõe de cobertura contra condições meteorológicas adversas, iluminação reforçada, sistema de videovigilância (CCTV) e terminais de pagamento integrados.
A abertura desta nova infraestrutura implicou a reconversão parcial do posto de abastecimento existente, com a desativação de algumas ilhas de combustível tradicionais para dar prioridade à mobilidade elétrica. Segundo a empresa, esta transformação reflete a estratégia de reforço da capacidade de carregamento nas principais estradas e centros urbanos da Península Ibérica.
A Galp encerrou 2025 com um total de 2,1 milhões de sessões de carregamento na sua rede de mobilidade elétrica na Ibéria. Em 2026, a rede da empresa já ultrapassa as 9.000 tomadas públicas e privadas, sendo que cerca de 20% correspondem a carregadores rápidos ou ultrarrápidos.
Lidl reforça presença na mobilidade elétrica com 12,5% dos carregamentos nacionais
O Lidl Portugal ultrapassou a marca de um milhão de carregamentos elétricos em 2025, representando cerca de 12,5% de toda a atividade de carregamento elétrico realizada em Portugal, segundo dados divulgados pela insígnia. Os números resultam do cruzamento com os dados oficiais da rede MOBI.E, que registou 8,8 milhões de carregamentos e aproximadamente 11 mil postos em operação durante o ano passado.
De acordo com a empresa, cada posto de carregamento instalado nas lojas Lidl registou, em média, 4.000 carregamentos anuais, um valor cinco vezes superior à média nacional, fixada em cerca de 800 carregamentos por posto por ano. Atualmente, o Lidl disponibiliza postos de carregamento em 275 das mais de 290 lojas em Portugal. A infraestrutura inclui tomadas DC de 50kW e AC de 22kW integradas na rede pública MOBI.E.
Segundo a informação divulgada, um em cada oito carregamentos realizados em Portugal ocorre num parque de estacionamento de uma loja Lidl. Desde o início da aposta na mobilidade elétrica, em 2017, a cadeia de retalho alimentar contabiliza quase três milhões de carregamentos realizados, correspondentes a um consumo superior a 60.600 MWh. O Lidl refere que a integração dos postos de carregamento na rotina de compras procurou responder à questão da conveniência associada à utilização de veículos elétricos.
“Estes resultados demonstram que a nossa estratégia foi além da simples instalação de equipamentos; criámos a rede de carregamento mais relevante e eficiente de Portugal”, afirma Vanessa Romeu, Head of Corporate Affairs do Lidl Portugal. E continua: “ter 5% da rede, mas assegurar mais de 12% da utilização nacional, prova que os portugueses confiam no Lidl para carregar o seu futuro”.
Espaço Guimarães lança hub de mobilidade com carregamento para bicicletas e trotinetes
O Espaço Guimarães lançou o projeto piloto “Mobility Hub”, uma iniciativa da Klépierre que reúne soluções de mobilidade urbana sustentável num espaço dedicado dentro do centro comercial. Segundo a gestora de centros comerciais, trata -se de um projeto pioneiro da Klépierre na região do Sul da Europa, com foco na inovação, sustentabilidade e melhoria da experiência de visita dos consumidores.
Localizado numa zona de fácil acesso do centro comercial, o espaço integra pontos de carregamento para bicicletas elétricas, trotinetes e dispositivos eletrónicos, bem como uma estação de reparação de bicicletas e uma área de espera destinada a utilizadores e ciclistas.
Sob o conceito “Carregue aqui a sua bicicleta enquanto faz compras”, o projeto pretende responder às novas necessidades de mobilidade urbana, incentivando a utilização de meios de transporte considerados mais sustentáveis nas deslocações ao centro comercial. O Mobility Hub inclui ainda zonas de estacionamento organizadas para bicicletas e trotinetes, além de uma área de descanso equipada com pontos de carregamento e elementos de conforto.
“O Espaço Guimarães continua a apostar em soluções que acompanham a evolução das necessidades dos seus visitantes. O Mobility Hub é um exemplo dessa aposta, ao integrar novas formas de mobilidade e ao contribuir para uma experiência mais conveniente e sustentável”, afirma Susana Ferreira, diretora do Espaço Guimarães.









