Jovens a partir dos 12 anos vão aprender a criar start-ups com IA
O AI Entrepreneurs Summer Programme dirige-se a jovens portugueses e estrangeiros a partir dos 12 anos, desde que tenham domínio de inglês. A iniciativa traz a Portugal Arjun Nair, cofundador da edtech Great Learning.
Em julho, Portugal vai receber um programa internacional onde os jovens, a partir dos 12 anos e com domínio da língua inglesa, podem aprender a criar start-ups com recurso a ferramentas de Inteligência Artificial.
A iniciativa AI Entrepreneurs Summer Programme é de Tim Vieira, empresário, investidor e cofundador da Brave Generation Academy, que traz a Cascais Arjun Nair, cofundador da Great Learning (uma das maiores plataformas globais de edtech), para liderar este programa.
“Os jovens precisam de perceber desde cedo como funciona o mundo real. A escola tradicional continua muito focada em decorar informação, quando aquilo que o futuro exige é criatividade, comunicação, pensamento crítico, capacidade de adaptação e execução”, refere Tim Vieira.
Com formação pela Duke University e MIT Sloan, Arjun Nair está ligado ao crescimento global da educação tecnológica e do empreendedorismo digital, numa altura em que escolas e universidades em todo o mundo tentam adaptar-se ao impacto da IA e às profissões do futuro. A sua plataforma a tem mais de 12 milhões de alunos, em mais de 170 países. A par de Arjun Nai, o programa terá ainda convidados ligados a instituições como a Embry-Riddle Aeronautical University e a University of California, Berkeley.
A inteligência artificial está no centro do AI Entrepreneurs Summer Programme, e durante uma semana – de 6 a 10 de julho, na Tim’s Garage, em Cascais – os jovens participantes trabalham como pequenas equipas de start-up, ou seja, identificam problemas reais, desenvolvem ideias de negócio, criam protótipos, testam soluções, aprendem design thinking, desenvolvem estratégias de mercado e apresentam os projetos finais perante mentores e convidados.
Mais do que um curso tecnológico, a iniciativa procura responder a uma das grandes perguntas atuais da educação: como preparar jovens para profissões, empresas e desafios que ainda não existem? Assim, ao longo do programa, os jovens também desenvolvem competências ligadas à criatividade, resolução de problemas, pensamento crítico, comunicação, autonomia e espírito empreendedor, áreas cada vez mais valorizadas num mercado de trabalho em rápida transformação.
“O objetivo não passa apenas por aprender tecnologia, mas por desenvolver mentalidade, autonomia e capacidade de transformar ideias em projetos reais”, conclui Tim Vieira.







