“Quiet Thriving”: o novo fenómeno que redefine retenção e desenvolvimento de talento em Portugal

A Hays identifica uma nova tendência no mercado de trabalho português, o “Quiet Thriving”, fenómeno em que os colaboradores optam por crescer dentro das suas empresas, assumir novos desafios e reforçar o seu envolvimento profissional.

A Hays revela uma nova tendência no mercado de trabalho português: o fenómeno do “Quiet Thriving”, em que os profissionais optam por crescer dentro das suas organizações, explorar novos desafios e reforçar o envolvimento profissional. Este fenómeno difere do “Quiet Quitting”, que está associado a uma postura passiva, este comportamento reflete uma atitude proativa e consciente.

Segundo o Guia Hays 2026, 63% dos profissionais está satisfeito com o seu trabalho e 56% opta por permanecer nas suas organizações, apesar dos desafios. Fatores como o pacote de benefícios, o ambiente de trabalho e o sentido de pertença assumem um peso crescente nas decisões de carreira

“Com o conceito de “Quiet Thriving”, o mercado de trabalho está a dar claros sinais de uma nova tendência na forma como os profissionais gerem a sua carreira. Num contexto de maior estabilidade, este fenómeno traduz uma mudança de mentalidade — em vez de procurarem novas oportunidades fora da organização, os profissionais optam por crescer, evoluir e encontrar novos desafios dentro da própria empresa”, avança a Hays em comunicado.

Ao contrário do “Quiet Quitting”, associado a uma postura mais passiva, o “Quiet Thriving” representa uma abordagem mais consciente e proativa, onde o talento procura reforçar o seu compromisso através de novas funções, projetos e oportunidades de desenvolvimento, valorizando simultaneamente o bem-estar e a estabilidade.

Os dados do estudo confirmam esta tendência: 63% dos profissionais afirma estar satisfeito com o seu trabalho, evidenciando uma relação cada vez mais equilibrada entre expectativas individuais e realidade organizacional.

O mercado está a enviar um sinal claro: os profissionais já não procuram apenas o próximo passo, mas um percurso de carreira com sentido. Num contexto mais estável, fatores como o ambiente de trabalho, a confiança nas lideranças e o desenvolvimento interno ganharam um peso decisivo. Quando estes elementos estão assegurados, os profissionais escolhem crescer dentro das organizações, e não entrar num ciclo permanente de mudança”, afirma Paula Baptista, Managing Director da Hays Portugal.

O estudo revela também uma clara evolução nas prioridades dos profissionais. Uma vez asseguradas condições económicas base, fatores como o ambiente de trabalho, a cultura organizacional e o sentido de pertença tornam-se determinantes.

Os principais drivers identificados pelos profissionais são benefícios e rendimento estável (42%), segurança no emprego (41%), boa relação com colegas e liderança (33%), equilíbrio entre vida pessoal e profissional (33%), gosto pela função (32%) e oportunidades de crescimento (25%).

Paralelamente, na atração de talento, existe um alinhamento crescente, mas não total, entre empresas e profissionais. Do lado das organizações, os fatores mais apontados são o pacote de benefícios (57%), o ambiente de trabalho (52%) e a natureza desafiante da função (31%). Já os profissionais destacam o pacote de benefícios (63%), o ambiente de trabalho (56%) e um projeto desafiante (47%) como principais critérios de decisão, conclui o estudo da empresa de recrutamento.

Tendo em conta as conclusões do estudo, a Hays acredita que o “Quiet Thriving” representa uma oportunidade para as empresas reforçarem a retenção de talento, porque, “ao promoverem o desenvolvimento interno e criar condições para que os profissionais evoluam dentro da empresa, aumentem o seu compromisso, reduzem a rotatividade e potenciam a produtividade”.

O talento interno traz ainda uma vantagem competitiva relevante pois já conhece a cultura, os processos e as dinâmicas da organização, permitindo uma adaptação mais rápida e eficaz do que novas contratações.

A retenção passa cada vez mais por uma proposta de valor consistente e por uma liderança próxima. Os dados do Guia Hays 2026 demonstram que, para além da remuneração, a proposta de valor das empresas deve ser cada vez mais integrada, combinando benefícios competitivos, um ambiente positivo e oportunidades reais de desenvolvimento. Ou seja, quando os profissionais sentem que têm espaço para crescer e que o seu contributo é valorizado, a ligação à organização fortalece-se de forma natural. Assim, o papel das lideranças é crítico para identificar potencial, fomentar o desenvolvimento e continuar a crescer”, reforça Paula Baptista.

Comentários

Artigos Relacionados