Evite o stress excessivo e o esgotamento das suas equipas com estas dicas

O burnout e o stress estão na ordem do dia no meio empresarial, mas há formas de evitar que as equipas cheguem ao limite.

Os profissionais estão cada vez mais expostos a níveis elevados de exigência por motivos tão diversos como a alteração dos modelos de negócios ou a transformação digital, entre muitas outras mudanças ocorridas no universo laboral. Por isso, não será de estranhar que sentimentos como o stress excessivo ou esgotamento sejam cada vez mais um risco para as empresas, na medida em que podem levar à perda de produtividade dos trabalhadores afetados, ou mesmo à saída de talentos.

Mas nada está perdido porque, como lembra a plataforma Sesame, há estratégias que as empresas podem implementar para prevenir qualquer um destes cenários. “Mais do que um desafio individual, o burnout é uma questão de liderança e de cultura organizacional. Hoje, os líderes têm o dever e responsabilidade de criar ambientes saudáveis, sustentáveis e humanos, assumindo o bem-estar das equipas como prioridade estratégica”, sublinha Tiago Santos, vice-presidente de Comunidade e Crescimento da Sesame HR.

Assim, de forma a “pôr em prática políticas efetivas, alinhadas com as expetativas e limites dos colaboradores”, há cinco estratégias fundamentais para combater o stress e o esgotamento das equipas:

Promover uma cultura de comunicação aberta e segura: ao criar espaços regulares de diálogo, onde as pessoas possam partilhar preocupações, dificuldades e níveis de carga de trabalho, é possível prevenir situações de stress excessivo. Quando existe confiança e escuta ativa, especialmente entre as equipas e as suas lideranças, os problemas são sinalizados mais cedo, permitindo ajustes antes de se transformarem em situações de desgaste prolongado.

Definir prioridades claras e expetativas realistas: o excesso de stress é, muitas vezes, resultado de expetativas e deadlines irrealistas, que levam ao esgotamento dos profissionais. Ajudar as equipas a perceber o que é verdadeiramente crítico e o que podem esperar é fundamental para evitar a acumulação de urgências. Uma liderança que ajude os colaboradores a priorizar o que importa permite uma gestão de tempo e energia mais equilibrada.

Assegurar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal: respeitar e promover momentos de pausa e períodos de descanso é essencial para evitar momentos de stress. Quando os líderes normalizam jornadas excessivas de trabalho ou disponibilidade permanente, esse comportamento tende a ser replicado pelas equipas, aumentando o risco de esgotamento. Liderar pelo exemplo – ao promover um equilíbrio entre vida pessoal e profissional –, continua a ser uma das ferramentas mais poderosas das lideranças.

Saber identificar sinais precoces de stress e burnout: quebras de motivação, fadiga constante, irritabilidade ou reduções de desempenho são alguns sinais de que algo pode não estar bem. Acompanhar regularmente as equipas através de uma liderança próxima permite identificar sinais atempadamente e atuar de forma preventiva, seja através da redistribuição de tarefas, apoio adicional ou momentos de pausa.

Investir no bem-estar e no desenvolvimento das equipas: através de políticas claras de saúde física e mental, acesso a formação e um modelo de trabalho flexível, as empresas conseguem mais facilmente promover o bem-estar dos seus colaboradores, evitando situações de stress ou burnout. Oferecer este tipo de benefícios não só promove equipas mais saudáveis como as torna mais envolvidas, resilientes e comprometidas a longo prazo.

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