THU Digital Health explora a relação entre criatividade e saúde
O THU Digital Health é um evento online que vai explorar a forma como as disciplinas criativas podem impulsionar a inovação na pesquisa e no tratamento da saúde. As inscrições estão a decorrer.
Durante três dias, de 4 a 6 de março, o THU Digital Health – um evento online organizado pela Trojan Horse was a Unicorn (THU) – vai debater sobre “o que acontece quando a criatividade encontra a saúde”. Do programa do evento farão parte palestras e debates sobre como as terapias de saúde digital proporcionam cuidados personalizados através de intervenções baseadas em software para prevenir e controlar doenças.
José Santiago, content manager da THU, e curador do THU Digital Health, explica ao Link to Leaders que “a criatividade é uma componente estrutural da evolução humana e, sempre que é colocada em jogo, torna-se um agente determinante na forma como desenhamos o futuro. O mesmo se aplica à próxima geração de soluções em saúde digital”.
Salienta também que “o THU Digital Health procura influenciar o sector, precisamente, ao deslocar o foco da inovação de uma visão centrada apenas na tecnologia para uma abordagem baseada em colaboração interdisciplinar. Se o evento contribuir para que profissionais de saúde, criativos e tecnólogos repensem a forma como trabalham juntos na criação de produtos e serviços, então estará a cumprir plenamente o seu papel”.
Neste momento, o evento tem confirmados como palestrantes nomes como Jennifer Skeem, professora de Políticas Públicas e Bem-Estar Social na UC Berkeley, Sarah Hill, CEO e diretora de Narrativa da Healium, Tony Simon, veterano em terapêutica digital e neurocientista cognitivo, Matt Omernick, fundador, diretor, empreendedor e artista; Nina Patrick, fundadora em série com doutorado em Ciências Farmacêuticas, e Jason Cooper, diretor digital da Horizon Productions.
José Santiago explica que os perfis convidados operam diariamente em áreas como o design de produto em saúde digital, a psicologia aplicada, neurociência, a experiência do utilizador e implementação clínica. “São pessoas que lidam com decisões muito concretas como a adesão terapêutica, a acessibilidade, ética, limitações institucionais e enquadramentos regulatórios”, refere
E sublinha que “mais do que garantir representatividade de disciplinas, interessou-nos representar processos de trabalho e problemas reais. O que acontece quando uma solução digital entra na vida de uma pessoa, quando funciona, quando cria fricção ou quando falha. É nesse espaço prático que o cruzamento entre a criatividade, a tecnologia e a medicina deixa de ser conceptual e passa a ser verdadeiramente transformador”.
O content manager da THU esclarece anda que “a curadoria do THU Digital Health partiu de um critério muito claro, que é transversal a toda a programação da THU: trabalhar sobre práticas e contextos reais, onde o trabalho criativo já funciona como motor de inovação. Neste caso, interessou-nos explorar essa abordagem na intersecção com a tecnologia desenvolvida para a área da saúde”.
A organização optou por “deixar de lado a especulação futurista e fomos ao terreno perceber o que já está a ser feito — em produtos, serviços e equipas multidisciplinares — e com que resultados. Por um lado, isso permite mostrar aos criativos o impacto concreto que podem ter numa área que, muitas vezes, não faz parte do seu horizonte profissional. Por outro, ajuda empresas e organizações de saúde a perceber como a integração de pensamento criativo pode melhorar a eficácia e o impacto das suas soluções”, concluiu.








