Durante muito tempo, as empresas trataram o recrutamento como a grande porta de entrada do talento e a saída como um assunto secundário, quase administrativo. Como se o verdadeiro valor da relação de trabalho estivesse apenas no momento em que alguém entra na organização. Mas essa visão é incompleta. E, em muitos casos, perigosa.
Falar de empregabilidade hoje é falar de reinícios. Não apenas de novos empregos, mas de novas versões de nós mesmos.
A frase é provocadora, mas descreve bem o que acontece quando pessoas com potencial ficam demasiado tempo em contextos que não sabem, não querem ou não conseguem fazê-las crescer.
O cenário empresarial atual é marcado por desafios e oportunidades que reforçam um novo imperativo ético: gerir transições de forma responsável, colocando o impacto humano, social e ambiental no centro das decisões estratégicas.
“O que queres ser quando fores grande?”. Desde tenra idade, somos desafiados a pensar sobre o nosso propósito profissional, no mesmo “pacote” de “como te chamas?” e “quantos anos tens?”.
A transição de carreira representa um dos momentos mais desafiadores na trajetória profissional de qualquer pessoa. O momento de saída de uma empresa pode desencadear sentimentos de insegurança, ansiedade e até mesmo abalar a autoestima, tornando a saúde mental um aspecto central a ser cuidado durante esse processo.







