Durante décadas, a carreira foi imaginada como uma escada: entrava-se numa organização, acumulava-se experiência, subia-se gradualmente na hierarquia e, idealmente, construía-se um percurso estável no mesmo setor, muitas vezes na mesma empresa.
A crescente presença da Inteligência Artificial nas organizações está a expor um fenómeno recorrente na história empresarial: o medo do desconhecido.
Durante muito tempo, as empresas trataram o recrutamento como a grande porta de entrada do talento e a saída como um assunto secundário, quase administrativo. Como se o verdadeiro valor da relação de trabalho estivesse apenas no momento em que alguém entra na organização. Mas essa visão é incompleta. E, em muitos casos, perigosa.
