No jornal Público de 6 de setembro, numa notícia depois difundida por todos os media e pelas redes sociais diz-se, com um tom implicitamente negativo, que o “...Estado gastou 218 milhões em testes PCR feitos por laboratórios privados…”. Este tema deu azo às habituais diatribes contra os lucros dos privados e a exploração que os mesmos fazem dos problemas de saúde dos portugueses.
Os tempos extraordinários provocados pela pandemia Covid estão cheios de perplexidades com consequências ainda difíceis de avaliar. Porém, um dos maiores riscos da atual situação é a ilusão gerada pela criação das bolhas virtuais do teletrabalho e do confinamento.
As empresas portuguesas têm um problema estrutural de subcapitalização. Como se pode observar no gráfico abaixo, mesmo depois do processo de intervenção da troika, o nível de endividamento das empresas não financeiras ainda se encontrava, em 2019, acima de 100% do PIB.
A crise pandémica conduziu a que o Estado viesse a desempenhar um papel relevante na resposta às emergências sanitárias e económicas que a crise espoletou.
Para além da barbárie, do rasto de destruição e do retrocesso civilizacional que a Europa sofreu, o pós-guerra mundial de 39-45 gerou uma onda de intervencionismo estatal, nuns casos conducente ao comunismo - Europa de Leste e Rússia - noutros à adopção de políticas socialistas que provocaram enormes retrocesso no desenvolvimento económico dos países europeus. A liberalização dos anos 80 inverteu significativamente essa situação.
Em julho de 1961, o homem pôs, pela primeira vez, os pés na Lua. Um feito notável, revelador da capacidade de a humanidade se exceder nos seus limites, um epigrama anti-pessimista sobre o nosso futuro e a capacidade de nos reinventarmos permanentemente.
Mercê das crises financeiras da última década e dos imensos casos de corrupção que corroeram muitos países e sociedades o apelo ao socialismo e a negação das vantagens da sociedade capitalista têm registado uma crescente ressonância nos media e em muitos setores da sociedade.
Vivemos no nosso país um período rico de iniciativas empresariais em que a dimensão sustentada por jovens empreendedores é muito significativa.
A crise financeira de 2008, com todo o seu impacto económico e social, gerou efeitos políticos que ainda hoje, passados 10 anos, continuamos a sentir.







