2019 está a ser bem movimentado para as start-ups em solo brasileiro. Em junho deste ano, o Softbank fez um aporte de 100 milhões de dólares na Loggi.

No início de setembro, o mesmo conglomerado japonês e o fundo de investimentos americano Dragoneer fizeram um aporte de 250 milhões de dólares no Quinto Andar (start-up de aluguer de imóveis), tornando-o o nono unicórnio brasileiro. Com o aporte, a start-up pretende expandir-se geograficamente e ampliar as suas parcerias imobiliárias.

Apesar das dificuldades de se empreender no país, os fundos de investimentos locais e internacionais têm-se mostrado atentos ao potencial das start-ups. É surpreendente que em apenas um ano, nove delas conseguiram atingir o valor de mercado de 1 bilião de reais. Para os que não conhecem ainda muito o ecossistema de start-ups brasileiro, vale mencionar e verificar as nove start-ups que conseguiram já chegar lá: 99 (aplicação de táxis), NuBank (cartão de crédito e conta digital), iFood (plataforma de entregas de restaurantes), PagSeguros (fintech), Moville (venture capital que investe em empresas promissoras do mercado), Stone (máquinas de pagamento com cartão), Arco (sistema de ensino), Loggi e Quinto Andar (ambas já citadas).

O Brasil tem sido visto não só como um pólo para desenvolvimento de produtos e soluções, mas também como criador de tecnologias escaláveis para o mundo inteiro. O nascimento dos unicórnios tem aumentado a visibilidade do país no exterior e atraído cada vez mais investidores. Prova disso é que somente no ano passado, o Brasil atraiu 1,3 bilião de dólares que foram investidos em 259 start-ups, 55% a mais que em 2017.

Uma grande tendência que está a crescer cada vez mais é uso de QR code para pagamento. A Movile Pay, braço de pagamentos da Movile, dona do iFood, começou a testar a tecnologia em bancas de jornal na Avenida Paulista, em São Paulo. A tecnologia já está disponível em alguns restaurantes, mas o objetivo da Movile Pay é fomentar essa nova forma de pagamento junto do utilizador.

A grande vantagem do pagamento pelo telemóvel com QR code, é que o mesmo dispensa o uso de cartão ou dinheiro e ainda pode permitir a recarga por referência bancário. Além disso, para as carteiras digitais (como Movile Pay, Cielo, Stone PagSeguro), o uso do QR code permite atender os 45 milhões de pessoas que não possuem ou não movimentam conta bancária no Brasil.

Em termos de inovação, uma start-up muito interessante surgiu em São Paulo: a Sports To Go. Através de uma aplicação, todos aqueles que vão para o trabalho de bicicleta, correndo ou de trotinete, podem agora tomar um banho antes de chegar ao trabalho. O serviço oferece toalha, champô, condicionador, sabonete, secador e até um steamer caso a sua roupa esteja um pouco amassada.

Outra novidade é que o Hospital das Clínicas, referência em São Paulo, que está a criar uma área que será dedicada a 20 start-ups na área da saúde. Iniciativa que irá favorecer o rápido surgimento e implantação de inovações na área médica e no próprio hospital.

Fora isso, os brasileiros já estão a ficar animados com a proximidade do Web Summit. Mais missões e grupos formados por ávidos empreendedores, profissionais, empresas e start-ups se organizam para poder aproveitar ao máximo a maior conferência de empreendedorismo, tecnologia e inovação da Europa que acontece no início de novembro na nossa tão amada Lisboa (nossa sim, pois tenho imensa alegria e satisfação de ser “metade” portuguesa, ora pois).

A conferir, grande abraço e até lá!

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