A PlataformaVerde foi a grande vencedora da quarta edição do LatAm Edge Awards, prémio destinado a empresas latino-americanas interessadas em estabelecer as sua operações em Londres e expandir o seu negócio para países do Reino Unido, Europa e Ásia.

A PlataformaVerde foi criada em 2017 com a proposta de usar a tecnologia blockchain para monitorizar a produção e a recolha lixo urbano e industrial nas grandes cidades. Naquela altura, Chicko Sousa, fundador da start-up, pretendia ajudar as empresas e os órgãos públicos brasileiros a ter um maior controlo sobre o lixo produzido.

Desde então, a empresa tem vindo a crescer. Hoje, a PlataformaVerde possui monitores de extração de matéria-prima de alta segurança, controlo de cadeia produtiva e verificação da regulamentação ambiental de empresas.

Agora a start-up prepara-se para dar um dos seus maiores saltos. A empresa foi distinguida no LatAm Edge Awards 2019, prémio destinado a empresas latino-americanas interessadas em estabelecer as suas operações em Londres e expandir o seu negócio para países do Reino Unido, Europa e  Ásia.

Com esta distinção, a PlataformaVerde recebe 478 mil reais (cerca de 113 mil euros) para criar uma operação na capital britânica, ou seja, a start-up terá direito, durante a um ano, a um espaço de cowork na região central de Londres e serviços como contabilidade, desenvolvimento de novos negócios, assistência jurídica, coaching, PR, Marketing Digital e pesquisa de mercado.

Acreditamos que, para que a humanidade consiga desenvolver uma economia próspera, limpa e que respeite o ser humano e o ambiente, é preciso que as empresas e as cidades se preocupem com a gestão dos seus resíduos. E uma conquista relevante como esta comprova que criamos uma tecnologia que pode realmente resolver este grave problema mundial, afirma Sousa, citado pela revista Época Negócios. Assim, a empresa resolveu agarrar a oportunidade.

A previsão é que, até dezembro de 2019, estejam prontas as matrizes de Londres, mas também na Califórnia, nos Estados Unidos. Segundo Sousa, as necessidades do mercado europeu giram em torno tanto da regulamentação de marca, como também da monitorização e tratamento na recolha de resíduos.

De acordo com o empreendedor, muitos países da região ficaram interessados no projeto de Controlo e Transporte de Resíduos (CTR) que a start-up realizou em São Paulo juntamente com a Prefeitura.

Já no mercado americano, a ideia é aproveitar o impacto de uma nova lei da Califórnia, que obriga a monitorização da recolha de resíduos de empresas e indústrias.

Além da Europa e Estados Unidos, a empresa está a preparar a abertura de uma unidade no Chile. Um novo centro de trabalho também será inaugurada no Brasil, em Florianópolis. O hub pretende abrir as portas no próximo mês,

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