Pedro Ribeiro Santos, sócio da Armilar Venture Partners, e Jaime Jorge, CEO da Codacy, uma plataforma online de análise de código, são os convidados da rentrée do Spe Futuri, Investidores. Os dois profissionais analisam o mercado empreendedor, o setor deep tech e ainda falam de cibersegurança, entre outros temas.

Deep Tech, programação, cibersegurança e investimentos foram alguns dos temas em foco na conversa Spe Futuri, Investidores que hoje juntou Pedro Ribeiro Santos, sócio da sociedade de fundos de capital de risco Armilar Venture Partners, e Jaime Jorge, CEO da Codacy.

O primeiro tem acompanhado o mercado empreendedor há anos e investido em muitas start-ups internacionais e nacionais. O segundo fundou, conjuntamente com João Caxaria, a Codacy, uma start-up que nasceu de um trabalho de investigação no Instituto Superior Técnico e que desenvolveu uma plataforma de análise de código. Uma plataforma que, revela Jaime Jorge, já serve mais de 500 clientes à volta do mundo.

Nesta conversa, conduzida pelo empresário Ricardo Luz, Pedro Ribeiro Santos faz uma retrospetiva da evolução do empreendedorismo nacional, das mudanças de que o país foi alvo e dos vários fatores que contribuíram para a dinamização do ecossistema.

Investidor e empreendedor falam do potencial nacional na área tecnológica, do desenvolvimento do setor deep tech e abordam as questões da ética, da cibersegurança e ainda do papel dos hackers, entre muitas outras temáticas da atualidade.

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Veja o vídeo desta semana e leia os headlines:

“A nossa preferência, desde muito cedo, sempre foi fazer investimentos em empresas que na prática se diferenciam pela tecnologia” – Pedro Ribeiro Santos

“Tornarmo-nos quase como um reviwer externo ao processo que ajuda automaticamente (…) a encontrar problemas de software”  – Jaime Jorge

“O que mudou há quatro, cinco anos é a disponibilidade de investidores internacionais para investir em start-ups portuguesas” – Pedro Ribeiro Santos

“Existe espaço para investidores internacionais investirem cá e eles querem (…) isso é benéfico para o ecossistema” – Pedro Ribeiro Santos

“Não fazemos qualquer tipo de dilligence para que é que os nossos clientes estão a usar o nosso produto. Não nos compete a nós” – Jaime Jorge

“Acreditamos que o valor económico, social, no fundo o impacto que o software tem na sociedade, é alto e que ao longo do tempo esses blips menos éticos vão sendo irrelevantes (…)” – Jaime Jorge

“Essas pessoas [hackers]na verdade são fulcrais, admitindo que não estão com outros propósitos mais nocivos, para encontrar problemas no software. Essas pessoas são as que criam os próprios sistemas de análises que acabam por ser usados por plataformas como a nossa” – Jaime Jorge

“(…) As pessoas nem têm noção de que quando estão a fazer compras online está a correr não só o software da empresa que tem aquela loja online, mas software de dezenas, às vezes para cima de uma centena, de outros softwares developers (…) – Pedro Ribeiro Santos

(…) Quando há mais atividade online como aquela que estamos a observar agora, mais apetecível é o bolo para os atacantes (…)  de facto a diversidade de tecnologias diferentes e de oportunidade de investimento que surgem neste campo é enorme. É claramente uma área em que temos muito a aprender, mas em que estamos a ver oportunidades interessantes” – Pedro Ribeiro Santos

“Um millennium quando vai para o mercado de trabalho quer ter impacto, quer saber que não é simplesmente uma roldana pequena numa engrenagem grande (…)  é uma geração muito mais ligada do que era antes”  – Jaime Jorge

“(…) é uma geração que não quer ficar 40 anos sentada a fazer uma coisa que não importa. E isto é um desafio para as empresas, a minha incluída. Como é que se lida com uma geração que quer fazer coisas que tenham impacto (…)” – Jaime Jorge

Esta indústria [das start-ups e empreendedorismo]acho tem um papel fundamental no desenvolvimento económico (…) são essas empresas que criam impacto muito grande de desenvolvimento económico, desenvolvimento tecnológico, de emprego de competência quer a nível técnico quer de gestão (…) que não estão ao alcance das grandes empresas.  (…) – Pedro Ribeiro Santos

Reveja as conversas Spe Futuri, Investidores:

António Murta, fundador e CEO da Pathena, e Renato Oliveira, fundador e CEO da eBankit.
João Brazão, CEO da Eureekka e business angel, e João Marques da Silva, CEO da CateringAssiste.
Francisco Horta e Costa, managing director da CBRE, e Ricardo Santos, CEO da start-up Heptasense.
João Arantes e Oliveira, fundador e partner da HCapital Partners, e Nuno Matos Sequeira, diretor da Solzaima.
Tim Vieira, CEO da Bravegeneration, e Pedro Lopes, fundador da Infinitebook.
Luís Manuel, diretor executivo da EDP Innovation, e Carlos Lei Santos, CEO e cofundador da HypeLabs.
António Miguel, fundador e CEO da MAZE, e Guilherme Guerra, fundador e CEO da Rnters.
João Amaro, Managing Partner da Inter-Risco, e Carlos Palhares, CEO da Mecwide.
Pedro Lourenço, administrador da Ideias Glaciares, e Pedro Almeida, fundador e CEO da MindProber.
Alexandre Santos, diretor de investimento na Sonae IM e cofundador da Bright Pixel, e João Aroso, cofundador e CEO da Advertio.
Francisco Ferreira Pinto, partner da Bynd Venture Capital, e Eduardo Freire Rodrigues, cofundador e CEO da UpHill.
Basílio Simões, business angel e fundador da Vega Ventures, e Gustavo Silva, cofundador e CMO da Homeit.
Manuel Tarré, presidente da Gelpeixe, e Nuno Melo, cofundador e sócio da Boost IT.
José Serra, fundador e managing partner da Olisipo Way, e Tocha Serra, Partner & Startup Spotter da Corpfolio.
Stephan Morais, fundador e diretor-geral da Indico Capital Partners, e André Jordão, CEO da Barkyn.
Ricardo Perdigão Henriques, CEO da Hovione Capital, e Nuno Prego Ramos, CEO da CellmAbs

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