A velocidade a que o mundo gira nos dias que correm, o desenvolvimento tecnológico e as principais mudanças nos modelos de gestão, transformaram totalmente o mundo do marketing na última década.

Não precisando de recuar muito no tempo, há seis anos ferramentas como folhetos, participação em feiras e eventos eram os principais meios de divulgação da maioria das empresas. Os principais desafios destas iniciativas prendiam-se com o alto investimento que envolviam bem como a quantidade de tempo que despendiam, aos quais se acrescia ainda a contabilização do esforço humano e horas de trabalho que envolviam.

Alguns anos mais tarde, não muitos, verificamos que a maioria das ferramentas de marketing tão utilizadas outrora, caíram em desuso, tornando-se obsoletas ou até contraproducentes. Naturalmente que as necessidades de comunicação variam de empresa para empresa, mas cada vez mais a presença online e digital se impõe como principal veículo de comunicação.

Na realidade, os websites, as redes sociais como o Facebook ou o Instagram, os blogues, os diretórios online e as landing pages vieram revolucionar o mundo corporativo e a forma como as empresas apresentam os seus produtos e /ou serviços. Estudos recentes demonstram que cada pessoa passa em média quatro a seis horas por dia conectada à internet. Estes números revelam que em quase metade do nosso tempo útil de trabalho, estamos constantemente expostos a publicidade, conteúdos informativos ou sugestões. As plataformas online vão ainda mais longe, desenvolvendo algoritmos que estudam as nossas pesquisas, analisam as nossas preferências e hábitos de consumo, fazendo com que a maioria das propostas que recebemos não sejam espontâneas, mas estudadas ao pormenor para chegarem até nós.

A verdade é que com investimentos relativamente reduzidos, por vezes na ordem de 5€/dia, as empresas conseguem garantir uma presença consistente online e até gerar conteúdos de publicidade adaptados ao público-alvo que pretendem atingir.

Naturalmente que como todas as mudanças, estas alterações criam alguns entraves éticos e práticos que não devem ser ignorados. Na realidade, mais do que partir da necessidade individual de obter algum produto ou serviço, são esses mesmos produtos ou serviços que nos são quase impostos de forma agressiva e constante.

Como distinguir, então, o essencial do dispensável? Como preferir determinada marca em prol de outra? Como garantir a qualidade de um serviço? Como confiar na validade de um produto?

É então que o sistema de referenciação ganha cada vez mais força e impacto. O tradicional passa palavra sempre foi utilizado como meio de divulgação embora de forma menos organizada que nos dias de hoje. Não me refiro obviamente à referenciação paga, ou seja, a casos como influencers divulgarem marcas a troco financeiro, mas a sistemas modernos de recomendação que nos ajudam em tomadas de decisão. Alguns bons exemplos são o sistema de recomendações disponível agora no Facebook, grupos ou fóruns online, ou até a possibilidade de os clientes deixarem testemunhos de determinado produto ou serviço nos websites ou páginas das marcas. As próprias críticas disponíveis são maioritariamente construtivas e servem como ponto de comparação para outros clientes interessados.

Naturalmente que a importância deste sistema de referenciação se tornou numa preocupação para as empresas que queiram evoluir e crescer no mercado competitivo de hoje. Clientes satisfeitos ou até mesmo fãs do que oferecemos são a forma de garantir que esta referenciação resulta e alavanca experiências e resultados positivos. Há que investir no marketing interno, garantindo que os atuais clientes e colaboradores compram a nossa oferta de forma tão incondicional que em diversas situações do seu dia a dia passem a palavra e se tornem na nossa equipa comercial prioritária.

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Mariana Torres é national franchisor em Portugal da marca Helen Doron English, um método de ensino da língua inglesa que vai desde os bebés com três meses até aos jovens com 19 anos. Em 2012, abriu a sua primeira unidade... Ler Mais