A pandemia veio acelerar a transição para o digital, tanto nas práticas dos consumidores como na das empresas. Assistimos hoje a uma crescente preferência por compras através da Internet e a um acentuar de práticas como shopping em direto. Conheça os motivos que mostram como o futuro do ecommerce passa por esta tendência, segundo a VTEX.

Tudo começou em 2016 com a Taobao Live, criada pela gigante tecnológica chinesa Alibaba, que decidiu adicionar transmissões de vídeos em direto a uma plataforma de comércio online, de forma a incentivar os clientes a comprar e a facilitar todo o processo de compra. Esta tendência que, de certa forma, recria a experiência de fazer compras em lojas físicas, acentuou-se em 2020, quando o comércio se viu obrigado a fechar portas.

A China domina este mercado, onde são transmitidos uma média de 50 mil livestreams por dia, que contam com uma audiência de aproximadamente 260 milhões de pessoas.

Na Europa, esta tendência também tem vindo a crescer, com 7 em cada 10 europeus a admitirem ponderar fazer live shopping, segundo o relatório da Arvato Supply Chain Solutions. Por sua vez, em Portugal, quase 4 em cada 10 consumidores afirmou ter comprado algum produto através de uma rede ou plataforma social.

De acordo com os últimos dados da Marktest, a maioria (59,7%) refere tê-las feito via Facebook e 73% revelou-se satisfeito com a sua última experiência de compra nesta modalidade.

Mas o que leva as compras ao vivo a  tornarem-se num fenómeno? Thiago Borba, VP de Vendas da VTEX Portugal, apresenta três motivos que explicam o crescimento desta tendência.

1. Familiaridade
O live shopping tem uma grande vantagem sobre o ecommerce tradicional: está onde os futuros consumidores estão. Atualmente, 71% da geração Z passa mais de três horas a ver vídeos online em plataformas como o YouTube, Twitch, TikTok e no Reels do Instagram, ou seja, acabam por estar habituados a consumir outro tipo de conteúdo que não um site tradicional. As compras ao vivo exploram precisamente esta nova forma de consumo em expansão e “capaz de gerar entre 500% e 600% da taxa de conversão em relação ao ecommerce tradicional”, como explica Thiago Borba.

2. Uma experiência de compra muito superior
As redes sociais permitem aos consumidores estarem mais próximos da marca, comentando, interagindo e partilhando perguntas. Estar mais atento a estes clientes é a chave para manter uma base de fãs leais, e alimentar consumidores que acabaram por promover organicamente a marca junto dos seus amigos e seguidores.

O live shopping permite ao consumidor fazer qualquer pergunta ao vendedor, de forma a ter uma melhor compreensão do produto, bem como ter um contacto mais direto com ele, através do qual poderá obter sugestões personalizadas. Esta ferramenta também possibilita que o cliente vá colocando os artigos no carrinho, de forma a que quando a sessão terminar possa prosseguir para o checkout de uma forma totalmente automatizada e segura, sem qualquer preocupação para o vendedor.

3. Capacidade de expansão
Um dos elementos mais importantes do crescimento do ecommerce mundial tem sido a proliferação dos marketplaces que ajudam as pessoas a vender os seus produtos para uma maior audiência. De igual forma, um dos elementos chave no crescimento do consumo de conteúdo de vídeo tem sido o aumento do número de plataformas que permitem a qualquer pessoa fazer o upload de vídeos, que, por sua vez, podem ser vistos a uma escala global.

Por isso, é mais provável que os consumidores descubram produtos ao navegar pelas redes sociais, do que a ir diretamente ao website da marca. Este aspeto ganha especial importância para as pequenas e médias empresas, uma vez que lhes permite alcançar um público totalmente novo.

De igual modo, o live shopping poderá ser uma solução para vendedores individuais ou esporádicos, bem como pequenas empresas que não precisem de todo o aparato do e-commerce, mas apenas de uma forma de mostrar o seu produto ou serviço ao consumidor e uma via para receber diretamente os pagamentos durante a chamada de vídeo – como por exemplo, personal trainers ou professores de línguas.

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