O que leva um profissional a trocar uma empresa por outra? E porque é que na mesma empresa, mas em outros países, a felicidade, a motivação e o grau de compromisso podem ser tão díspares? A Adecco Portugal sugere três técnicas para reter talento e minimizar a rotatividade.

O sucesso de uma empresa pode ser, em boa parte, definido pela sua capacidade de atrair e reter talento. Para a Adecco Portugal, “o índice de rotatividade, ou turnover, é um dos elementos-chave para compreender melhor o cenário da movimentação de profissionais numa organização e a gestão desse número é fundamental para analisar o clima do ambiente organizacional: um índice elevado pode ser fruto da insatisfação ou da desmotivação dos colaboradores”.

Manter os profissionais na organização implica menos custos, com ganhos efetivos na produtividade, considera a empresa que sugere três técnicas para reter talentos e reduzir o índice de turnover.

1. Não presuma que todos os funcionários têm os mesmos anseios
One size doesn’t fit all: uma política de gestão de recursos humanos linear e extensível a todos os funcionários não é o caminho para reter talento nas empresas. Os pais de crianças pequenas podem valorizar horas flexíveis em detrimento de um salário mais elevado; os gestores médios podem querer o tipo de benefícios tradicionais de uma promoção; e os novos talentos podem procurar mentoria, formação e uma cultura organizacional consolidada e de apoio.

São dados em linha com o mais recente estudo do Grupo Adecco ‘Resetting normal: defining the new era of work’,  em que se apurou, entre 15 mil inquiridos em 25 países que, globalmente, 53% dos profissionais querem um modelo de trabalho híbrido em que mais de metade do seu tempo de trabalho seja remoto e que é possível uma forma de trabalho mais inclusiva, flexível, focada nos resultados e não nas horas trabalhadas.

Na verdade, os cinco principais fatores de motivação para os profissionais procurarem ou permanecerem numa empresa tendem a ser: motivação entre colegas (20%);  desejo de ter um bom desempenho (17%); ser reconhecido (13%); causar impacto (10%) e crescer profissionalmente (8%).

A remuneração nem sequer faz parte desta lista. Em vez de assumirem que é o salário que motiva todas as pessoas, os gestores devem falar regularmente com os membros da sua equipa sobre o que os envolveria mais no seu papel.

2. Valorizar pontos fortes em vez de se concentrar nos pontos fracos
Quantas vezes nos concentramos no que um profissional está a fazer mal, em vez de reconhecer o que poderia estar a fazer bem? Um estudo da Gallup estima que uma gestão baseada nos pontos fortes dos funcionários pode levar a um aumento de 9% a 15% no empenho nas suas funções, para além de outras vantagens mensuráveis como aumento de vendas, lucro e satisfação do cliente.

67% das pessoas que se sentem fortemente empenhadas com o seu papel nas organizações assumem que os seus gestores se concentram nos seus pontos fortes; apenas 2% dos profissionais fortemente empenhados assumem que os seus gestores não se concentram nos seus pontos fortes. Valorizar os pontos fortes dos profissionais numa equipa é crucial quando se trata de reter talento e minimizar o turnover de uma organização.

3. Transparência acima de tudo
A transparência pode transformar uma organização. Um estudo da Escola de Comunicações, da Universidade Brigham Young, concluiu que a transparência pode conduzir a níveis mais elevados de confiança organizacional, o que é mais uma razão para encorajar uma política de comunicação frequente entre os líderes das empresas e a sua força de trabalho.

Os escritórios em open space estão em linha com esta noção de comunicação aberta e sem barreiras. Assim podem ser uma excelente técnica para reter funcionários, sugere a Adecco.

No entanto, apesar da noção de que os escritórios em open space aumentam a interação e a colaboração, a investigação descobriu também que tempo frente a frente diminui efetivamente em 70% com um escritório sem cubículos ou gabinetes. Para compensar, é desejável promover reuniões informais e formais para que as equipas tenham a oportunidade de debater frente a frente e contribuir para a resolução das questões laborais em conjunto.

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