Q-Day Conference 2026 debate agentes de inteligência artificial
Sob o tema “IA: a era dos agentes”, o Q-Day Conference 2026 apresenta algumas novidades, um painel dedicado à diáspora tecnológica e empreendedora portuguesa, o lançamento de um livro e a apresentação do Observatório Internacional Quidgest.
A transformação que a inteligência artificial está a provocar nas organizações é o ponto de partida para a 17.ª edição da Q-Day Conference, que este ano decorrerá sob o tema “IA: a era dos agentes”. À semelhança das edições anteriores, a conferência voltará a reunir, no dia 24 de setembro, representantes da Administração Pública, empresas, universidades e empreendedores para discutir como esta nova geração de IA está a redefinir a economia, as organizações e a competitividade das nações. Decorrerá em formato híbrido, permitindo a participação presencial na Culturgest, em Lisboa, e online.
A edição deste ano do Q-Day terá vários painéis dedicados à soberania digital enquanto vantagem competitiva; às estratégias que permitirão às organizações responder (e prosperar) numa economia cada vez mais moldada pela IA; e às competências necessárias para liderar e orquestrar esta nova geração de agentes inteligentes.
O programa inclui ainda a entrega dos Prémios de Co-Inovação, que distinguem organizações e parceiros responsáveis por projetos desenvolvidos em colaboração com a Quidgest, bem como uma sessão dedicada à diáspora tecnológica e empreendedora portuguesa, com profissionais e empresas que partilharão experiências de internacionalização, empreendedorismo e desenvolvimento tecnológico.
Mas as novidades desta 17.ª edição não ficam por aqui. A conferência também será palco para o lançamento do livro “Valuable AI Agents – From LLMs to Agent Capability Enablement”, uma obra na qual a Quidgest propõe uma nova abordagem para a criação, integração e governação de agentes de IA nas organizações.
João Paulo Carvalho, cofundador e Senior Partner da Quidgest, sublinha que “entrámos numa nova fase da Inteligência Artificial e o desafio já não é criar agentes que impressionem em demonstrações, mas agentes que gerem valor real na operação das organizações. Tal como as APIs transformaram a forma como o software comunica, acreditamos que os agentes de IA precisam agora de uma camada que permita criá-los, ligá-los aos processos de negócio, governá-los e escalá-los de forma consistente. Um agente, por si só, pode resolver um problema; mas uma organização capaz de orquestrar dezenas de agentes transforma a forma como cria valor. É essa visão que apresentamos no livro: uma abordagem para integrar a IA de forma responsável, governada e preparada para crescer com as organizações”.
Serão ainda apresentados os resultados do Observatório Quidgest 2026-27, um estudo que analisa a maturidade da adoção da IA agêntica nas organizações e identifica as principais tendências que irão definir os próximos anos.
O estudo, explica Bruna Ferreira, Coordenadora do Observatório “reúne a perspetiva de profissionais de 50 países, traz algumas surpresas. Mostra que o maior travão à IA já não é a resistência das pessoas, mas sim a governação e a integração nas organizações; que muitas empresas continuam sem conseguir provar o retorno dos seus investimentos; que a soberania tecnológica passou a ser uma preocupação estratégica; e que a distância entre experimentar agentes de IA e utilizá-los em contexto real continua a ser muito maior do que o entusiasmo do mercado faz crer”.








