Pandemia leva empresas a reforçar marketing digital

47% das empresas aumentaram investimento em marketing digital devido à Covid-19, conclui o estudo da Multidados e da Guess What.

A comunicação e o marketing das empresas mudou devido à pandemia, levando-as a apostarem mais em ferramentas digitais, conclui um estudo conjunto da Multidados e da Guess What. Email marketing, social media ads ou redes sociais foram algumas dessas ferramentas que saltaram para a ribalta neste período.

De acordo com esta pesquisa, 47,2% das empresas aumentaram o orçamento destinado a ações de marketing digital, enquanto 39,6% reconheceram ter substituído os meios publicitários por meios digitais nas suas ações de comunicação. No entanto, 43,8% considera que não terá necessidade de mais competências nesta área.

A análise da Multidados e da Guess What – realizada telefonicamente e online, com uma seleção aleatória de empresas/atividades profissionais sediadas em Portugal, entre 15 de janeiro a 26 de fevereiro –  apurou também que 74,2% das empresas inquiridas não tem um departamento de marketing, mas que os métodos de comunicação utilizados refletem o peso cada vez maior da digitalização. Email marketing (57,8%), social media ads (52,8%), redes sociais (38,0%), online ads (29,4%) e eventos (28,2%) são as ferramentas mais usadas pelos inquiridos.

Além disso, 68% das empresas afirmam que a Covid-19 teve muito ou bastante impacto nas operações das suas organizações. Mais, 59,8% das empresas que dispõem de lojas físicas afirmaram que o volume de vendas diminuiu. Por outro lado, 31,2% das empresas que tem compras através de website próprio, registou uma queda de receitas. Apenas 5% implementou um sistema de entregas motivado pela Covid-19, sendo que 17,5% já dispunha desse sistema.

Quanto às principais tendências de comportamento dos portugueses, a pesquisa aponta para o facto de 53,2% estarem mais focados no essencial, 47,5% em compras mais sensíveis ao preço, 26,6% em compras mais sensíveis ao bem-estar, 25,9% na redução dos momentos de compra, e 22,5% em novos métodos de compra online, como as redes sociais, por exemplo

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