O mundo precisa de pessoas que se sintam vivas, que deixem de tolerar o que as adoece e as afasta de quem verdadeiramente são!

Nos primeiros anos da nossa vida somos condicionados a não decidir, a não exercitamos o músculo da decisão, a não dedicar tempo às coisas mais importante da nossa vida e acabamos por pagar um preço, por vezes alto, nomeadamente quando percebemos que profissionalmente estamos a viver pela metade, condicionados pelo medo de tomar decisões que implicam riscos.

Parece que ficamos à espera, às vezes inconscientemente, que alguém venha, como lá atrás na nossa infância, e decida por nós. E esperamos que venha uma “dor” maior para nos mostrar que hoje somos adultos e do nosso lugar, de que podemos assumir o nosso poder pessoal de escolher mudar o rumo dos nossos dias. A forma como trabalhamos, a profissão que temos, a direção do negócio que criámos, seja o que for, é no dia que ousamos levantar a cabeça e aprofundar o conhecimento sobre nós, seres humanos, que surgem novas perguntas, respostas e a seu tempo as decisões que por crenças e “lealdades” não tomámos.

Será que estou a viver a vida que quero? Será que é este trabalho que quero fazer para o resto da minha vida? Será que é neste lugar ou desta forma? Será que posso expressar quem sou através do trabalho que faço? Será que os resultados que estou a ter refletem o legado que quero deixar?

Foram mais de 20 anos a fazer muitas coisas ao mesmo tempo, a adiar projetos, paixões, sonhos que não passavam de intenções, foi preciso sentir-me exausta, cansada, esgotada, sem um plano de ação para sair de um estado de insatisfação, para decidir mudar. Podia não implicar uma mudança de trabalho, mas no meu caso implicou.

Longe de uma vida simples, e realizada profissionalmente, foi a instabilidade emocional que eu não queria viver e o legado que queria deixar que me fizeram transitar, sair de uma vida de “deixar andar” e assumir o compromisso em descobrir qual seria o trabalho da minha vida, que vai além da profissão, da carreira. É sobre a descoberta de quem somos e do que estamos a fazer com isso.

Deste percurso cheio de desafios e de questionamentos, de planos feitos cheios de metas conflituantes e dos ajustes que foram precisos, das ajudas que precisei de pedir, do recomeçar do zero, mesmo com medo do não dar certo, mas com a certeza de que viver sem arrependimentos seria sempre a melhor decisão que nasceu o Podcast O Trabalho da Tua Vida.

Para inspirar e despertar consciências, aqui vamos conhecer pessoas autênticas, comuns, mais ou menos conhecidas, do desenvolvimento pessoal ao profissional, das terapias holísticas à cozinha, da saúde mental à comunicação da marca pessoal, não importa tanto o que fazem nem como o fazem, o que contam são histórias reais, de resiliência emocional e de transformação profissional, das quais elas são exemplo.

Ousaram unir quem são com o que fazem hoje e transformaram paixões num caminho do meio, outras vezes no único caminho, mesmo sem saber se iria dar certo, apesar da idade, apesar do contexto externo, apesar do que fizeram!

As pessoas não fazem o que fazem simplesmente porque querem e não deixam de fazer porque não querem –  há muito mais “água debaixo dessa ponte”. É também sobre isso que vamos aprender neste podcast que nasceu em junho de 2022, para nos lembrar de todas as vezes que nos deixamos de lado e não nos aprofundamos, e deixamos de lado sonhos que podiam ser vividos.

Com uma periocidade mensal, que podemos ouvir e ver nas plataformas YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

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