Para a maioria das pessoas falar em empreendedorismo implica falar em lucro pois o empreendedor cria a sua empresa para gerar mais valias.

Efetivamente, essa é a visão clássica que temos de quem empreende; que o faz exclusivamente para ganhar dinheiro e distribuí-lo, sob a forma de dividendos e/ou gratificações.

Mas desde há uns anos que vimos assistindo à consolidação do empreendedorismo social que ganhou tamanha importância no nosso país que, atualmente, somos dos mais relevantes no mundo na área da inovação social.

Portugal tem desde 2014 a Estrutura de Missão Portugal Inovação Social[1], criada pela Resolução de Conselho de Ministros nº 73-A/2014, de 16 de dezembro, e que visa impulsionar, entre outros, o empreendedorismo social.

Esta iniciativa do executivo português visa potenciar o trabalho de centenas de Instituições Particulares de Solidariedade Social que ao longo de décadas têm feito um trabalho absolutamente notável no seio da sociedade civil portuguesa.

Fomos, igualmente, pioneiros na criação do Fundo para a Inovação Social[2] e somos vistos, em termos mundiais, como um exemplo nesta área[3].

Esta forma de empreendedorismo também tem o lucro como uma das pedras angulares do negócio, mas é visto pelos detentores da empresa como um meio e nunca como um fim. O lucro é para ser reinvestido de forma contínua e sucessiva, pois o foco do empreendedor social está no impacto, na transformação social que se visou com a criação da referida empresa.

O grande objetivo é a criação de valor social.

Há muito que falamos em economia social, mas o estudo empírico do empreendedorismo e o seu sucesso no modelo disruptivo que veio introduzir na forma como se visualizam e desenvolvem os negócios e as empresas, através da inovação e da criatividade, fez com que cada vez mais pessoas se interessassem pelo empreendedorismo social.

Assim, se olharmos para as preferências das diferentes gerações em termos de emprego verificamos que, por exemplo, os Millennials querem trabalhar de forma quase unânime na área do empreendedorismo social e que se identificam com os valores preconizados por estas organizações.

Temos vindo a escrever de forma ininterrupta acerca da Arte de Empreender[4], mas fica aqui a promessa que em 2019 iremos dedicar mais atenção ao Empreendedorismo Social!


[1] http://inovacaosocial.portugal2020.pt/
[2] Juntamente com o Reino Unido.
[3] https://expresso.sapo.pt/economia/2018-12-29-Portugal-esta-no-pelotao-da-frente–no-investimento-de-impacto-social#gs.qbQRvfg
[4] https://linktoleaders.com/?s=teresa+dam%C3%A1sio&orderby=post_date

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Teresa Damásio é Administradora Delegada do Grupo Ensinus desde julho de 2016, constituído por Instituições de Ensino Superior, o ISG, por Escolas Profissionais, o INETE, A Escola de Comércio de Lisboa e a Escola de Comércio do Porto, a EPET,... Ler Mais