A suíça Nutrix foi a vencedora do concurso de start-ups da Web Summit. A final foi disputada com a BRB e com a Banjo Robinson.

A Nutrix é uma start-up da Suíça que está a desenvolver um pequeno sensor que é colocado na parte de trás de um dente para monitorizar os níveis de glicose na saliva. A informação é automaticamente transferida para uma aplicação externa que avisa o dono quando os níveis estão muito acima ou muito abaixo do normal. O objetivo é ser um serviço “pouco invasivo” para pessoas com diabetes.

A aplicação também envia alertas em casos de hipoglicémia (falta inesperada e repentina de “açúcar” no sangue que pode levar à morte) ou casos de hiperglicemia (excesso de glicose no sangue). Para ajudar na prevenção destas crises, o sensor também monitoriza a ingestão dos alimentos.

Um dos desafios da Nutrix é garantir a precisão do sistema, uma vez que a quantidade de glicose na saliva é menor que a quantidade de glicose no sangue. Mas parte da missão da equipa é também eliminar a necessidade da “picada no dedo” que faz parte do quotidiano de muitos diabéticos.

“Podemos monitorizar muito mais no futuro e podemos agir imediatamente à medida que soubermos como vai o nosso corpo”, disse Maria Hahn , CEO da Nutrix no Centre Stage, revelando que “viemos à WebSummit porque precisamos de financiamento para começar o protótipo”.

Além da start-up vencedora estiveram ainda na final do concurso de start-ups da Web Summit, um serviço de subscrição de viagens, Be Right Back, e outro de cartas personalizadas para crianças, Banjo Robinson.

O objetivo do concurso é destacar start-ups que tenham recebido menos de três milhões de euros em financiamento e que não tenham mudado o modelo de negócio recentemente. Este ano, as finalistas foram escolhidas entre 135 empresas de diversas áreas – desde videojogos a serviços de saúde, plataformas para facilitar transferências bancárias ou aplicações para motivar as pessoas a serem mais activas.

Tal como aconteceu o ano passado, em 2019 não há prémio monetário para a vencedora, além do destaque na Web Summit. No primeiro ano da feira em Lisboa, a start-up vencedora (que apresentou um robô dinamarquês que ensinava crianças a programar) arrecadou 100 mil euros da Portugal Ventures.

Finalistas do concurso de start-ups da Web Summit:

BeRightBack quer oferecer três viagens surpresa por ano
A BRB (Be Right Back , na sigla inglesa) é uma start-up do Reino Unido que quer ser a “Netflix das viagens”. Em troca de um pagamento mensal (que pode ser 45 euros ou 80 euros), a plataforma BRB organiza três viagens anuais para os clientes a destinos europeus em hotéis com pelo menos três estrelas e bagagem de mão incluída. Na versão mais cara, há sempre lugar para um acompanhante, masquando as viagens são feitas em companhias low-cost, como a Ryanair, a BRB não procura assegurar a bagagem de mão.

Apesar do destino das viagens não ser escolhido pelo utilizador, este tem direito a registar as suas preferências: por exemplo “destinos exóticos”, locais com “boa comida”, cidades “românticas” ou “bom ambiente nocturno”. E pode criar uma lista de cidades que gostaria de visitar eventualmente, segundo um dos seus cofundadores, Gregory Geny

Foi a pensar em todas essas variantes que Gregory Geny e Alexander Tomlinson criaram este novo serviço que apresentara agora na Web Summit.

Banjo Robinson: um gato que escreve cartas personalizadas a crianças
A Banjo Robinson é uma plataforma de subscrição de cartas para crianças que são assinadas por um gato fictício que viaja por todo o mundo. O objetivo é que os mais novos recebam duas cartas mensais, personalizadas, com autocolantes, mapas e histórias sobre vários países.

A personagem foi criada em 2018 por Kate Boyle, que queria transformar a aprendizagem num jogo divertido  para crianças em todo o mundo. Antes de criar a start-up, a empreendedoras trabalhou em guiões para cinema, como Homens de Negro II, e vários filmes de Steven Spielberg.

Parte da missão de Boyle é criar uma forma de entreter as crianças longe do ecrã e voltar a despertar o interesse em cartas manuscritas. “É um pouco como a magia do Pai Natal”, disse Boyle em palco, explicando que a ideia é que os mais novos escondam as cartas que escrevem para Banjo no sofá antes de irem dormir. “É claro que os pais ajudam a nossa missão”.

Na Web Summit, Boyle anunciou que acabaram de fechar uma ronda de financiamento pré-semente com “os nossos principais investidores de sonha. Queremos transformar a maneira como todas as crianças em todos os lugares aprender a ler e a entender seu mundo”.

O novo financiamento permitirá que o Banjo Robinson desenvolva ainda mais o seu primeiro produto de assinatura.

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