Foi a segunda start-up portuguesa a receber investimento pelo Fundo NOS 5G, numa ronda coliderada pela Triple Point. Avançar para a tecnologia da nova geração de redes móveis e reforçar a presença nos mercados externos é o objetivo da Knok Healthcare que conta com o apoio das equipas da NOS.

A start-up portuguesa da área da saúde Knok Healthcare fechou, no final do ano passado, uma ronda de investimento no valor de 4,4 milhões de euros, coliderada pelo Fundo Nos 5G e pela Triple Point. Com este financiamento, a start-up procura avançar para a tecnologia da nova geração de redes móveis e reforçar a presença nos mercados externos.

Com capital inicial de dez milhões de euros e um período de investimento estimado de cinco anos, o Fundo Nos 5G foi o primeiro em Portugal orientado para a nova tecnologia móvel. Depois da Reckon.ai, a Knok Healtcare foi a segunda start-up portuguesa a receber um investimento deste fundo.

Fundada em 2015, a Knok tem como objetivo facilitar o acesso a médicos de saúde primária através do uso de uma aplicação.  A start-up serve hoje uma base de mais de 1,2 milhões de pacientes e é líder nacional na prestação de vídeo-consultas, contando, para além da NOS SGPS, com parceiros como a EuropAssistance, AdvanceCare e Medicare, entre outros.

E conta com clientes em países como o Brasil, África do Sul e Angola, entre outros. Desde o início de outubro de 2021, é um fornecedor de serviços acreditado da NHS do Reino Unido e está a preparar a entrada nos mercados indiano e italiano.

Jorge Graça, administrador executivo da NOS SGPS, e José Bastos, cofundador e CEO da Knok Healthcare, estiveram à conversa com Ricardo Luz no Spe Futuri, Investidores desta semana.

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Jorge Graça, administrador executivo da NOS SGPS

“Acabámos de introduzir a tecnologia 5G que representa para nós um salto quântico na maneira como acreditamos que o setor das tecnologias vai evoluir. O 5G de uma forma distinta das anteriores gerações, o 3, 4, 5, etc …, trás consigo um conjunto de caraterísticas que fazem com que o nosso posicionamento tivesse de ser revisto”.

“Na prática o que o 5G vem oferecer é uma espécie de plataforma através da qual vamos disponibilizar um conjunto de características – velocidade, latência, resiliência ou capacidade de suportar uma densidade de sensores como nunca houve até agora -, mas que per si não trás nenhum serviço novo”.

“Acreditamos que o nosso papel é não só disponibilizar a tecnologia [5G], mas ser também um agente de mudança e um agende catalisador para o ecossistema para que diversas empresas pudessem demonstrar e tirar o máximo partido da tecnologia. Dentro desta lógica, olhámos para o ecossistema português e decidimos apostar num conjunto de start-ups através de um veículo – o Fundo 5G que é gerido pela Armilar”.

“O papel de investimento é realizado pela Armilar. O que a NOS tem é disponível um sounding board pelas nossas equipas. Eu tenho o privilégio de ter uma equipa de tecnologia que versa uma panóplia enorme de use cases e temos um conhecimento acumulado de resolver muitos dos problemas que as empresas que estão a fazer a jornada para o 5G se confrontam (…). O José Bastos sabe que tem as equipas da NOS à disposição caso encontre qualquer desafio”.

José Bastos, cofundador e CEO da Knok Healthcare

“Nós somos uma start-up portuguesa com cinco anos que neste momento é líder de mercado no setor da telemedicina em Portugal. Fazemos uma média de 10 mil consultas por mês, estamos já com um acumulado de 180 mil porque as coisas têm vindo a acelerar.  E temos uma crença enorme de que a saúde como tantos outros setores da economia está a sofrer um processo de desmaterialização e de descentralização”.

“A telemedicina em sim não é um fim, mas um meio para o fim. O fim tem de ser a utilização mais eficiente de dados de saúde para benefício dos pacientes, a utilização mais eficiente desses mesmos dados para ajudar os médicos a um melhor diagnóstico. Com o aumento da satisfação, há uma melhoria dos resultados clínicos e tudo isto com custos mis baixos”.

“Estamos numa fase muita inicial da nossa relação com a NOS, da experiência 5G. O que estamos a fazer é a utilizar tablets 5G para recolher dados em lares, em instituições onde há idosos institucionalizados, e estamos a usar essas ferramentas para recolher dados e para fazer o acompanhamento e monitorização. Não é uma monitorização contínua, mas é a continuidade de cuidados de pessoas que estão institucionalizadas”.

“Queremos reduzir o número de internamentos hospitalares e provar que o custo de servir estes idosos em continuidade é mais baixo do que os custo do serviço das respostas agudas, graças a internamentos ou chamadas de médicos de emergência”.

Reveja as conversas anteriores:

António Murta, fundador e CEO da Pathena, e Renato Oliveira, fundador e CEO da eBankit.
João Brazão, CEO da Eureekka e business angel, e João Marques da Silva, CEO da CateringAssiste.
Francisco Horta e Costa, managing director da CBRE, e Ricardo Santos, CEO da start-up Heptasense.
João Arantes e Oliveira, fundador e partner da HCapital Partners, e Nuno Matos Sequeira, diretor da Solzaima.
Tim Vieira, CEO da Bravegeneration, e Pedro Lopes, fundador da Infinitebook.
Luís Manuel, diretor executivo da EDP Innovation, e Carlos Lei Santos, CEO e cofundador da HypeLabs.
António Miguel, fundador e CEO da MAZE, e Guilherme Guerra, fundador e CEO da Rnters.
João Amaro, Managing Partner da Inter-Risco, e Carlos Palhares, CEO da Mecwide.
Pedro Lourenço, administrador da Ideias Glaciares, e Pedro Almeida, fundador e CEO da MindProber.
Alexandre Santos, diretor de investimento na Sonae IM e cofundador da Bright Pixel, e João Aroso, cofundador e CEO da Advertio.
Francisco Ferreira Pinto, partner da Bynd Venture Capital, e Eduardo Freire Rodrigues, cofundador e CEO da UpHill.
Basílio Simões, business angel e fundador da Vega Ventures, e Gustavo Silva, cofundador e CMO da Homeit.
Manuel Tarré, presidente da Gelpeixe, e Nuno Melo, cofundador e sócio da Boost IT.
José Serra, fundador e managing partner da Olisipo Way, e Tocha Serra, Partner & Startup Spotter da Corpfolio.
Stephan Morais, fundador e diretor-geral da Indico Capital Partners, e André Jordão, CEO da Barkyn.
Ricardo Perdigão Henriques, CEO da Hovione Capital, e Nuno Prego Ramos, CEO da CellmAbs.
Pedro Ribeiro Santos, sócio da Armilar Venture Partners, e Jaime Jorge, CEO da Codacy.
Miguel Ribeiro Ferreira, investidor e chairman da Fonte Viva, e João Cortinhas, fundador e CEO da Swonkie.
Cíntia Mano, investidora que está ligada à REDangels e à COREangels Atlantic, e Marcelo Bastos, fundador da start-up Sizebay.
Diamantino Costa, cofundador da Ganexa Capital, e Nuno Almeida, CEO da Nourish Care.
David Malta, Venture Partner do fundo de investimento Vesalius Biocapital, e Daniela Seixas,  CEO da TonicApp.
Sérgio Rodrigues, presidente da Invicta Angels, e Ivo Marinho, cofundador e CEO da StoresAce.
Alexandre Barbosa, Managing Partner da Faber, e Carlos Silva, cofundador da Seedrs.
Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, e Nuno Brito Jorge, cofundador e CEO da GoParity.
Paulo Santos, managing partner da WiseNext, e Hugo Venâncio, CEO da Reatia.
João Matos, administrador executivo do dstgroup e presidente e CEO da  2bpartner, e Bruno Azevedo, CEO da AddVolt.
Luís Quaresma, partner da Iberis Capital, e Vasco Portugal, cofundador e CEO da Sensei.
Isabel Neves, business angel, e Rita Ribeiro da Silva, cofundadora da Skoach.
Pedro Tinoco Fraga, fundador da F3M e acionista da Braintrust, da BrainInvest e da BrainCapital, e César Martins, fundador e CEO da ChemiTek.
Roberto Branco, CEO da Beta Capital, e Luís Moreira, cofundador da Bullet Solutions.
Carlos Brazão, business angel,e Ricardo Mendes, cofundador da Vawlt Technologies.
Inês Lopo de Carvalho, partner da Crest Capital Partners , António Brum, diretor-geral do grupo Penta.
Luís Santos Carvalho, cofundador, partner e CFO da Vallis Capital Partners, e Óscar Salamanca, CEO da Smile-up.
Pedro Cruz, business angel e CEO da Gallo Worldwide, e Rogério Nogueira, CEO da Winegrid.
António Amorim, presidente da Amorim Cork Ventures, e Pedro Abrandes, fundador de As Portuguesas no Spe Futuri.
Martim Avillez Figueiredo, sócio da CoRe Capital, e Fernando Lourenço, CEO da Jayme da Costa.
Hugo Gonçalves Pereira, Managing Partner da Shilling, e Diogo Barata Simões, CEO e cofundador da Elecctro.
António Cacorino, cofundador e CEO da Apex Capital, e Pedro Vasconcelos, CEO da Batch.
Filipe de Botton, empresário, e Nuno Sousa Pereira, fundador da Sixty Degrees.
Jorge Líbano Monteiro, administrador do Fundo Bem Comum, e Miguel Neiva, fundador da ColorADD.
Hugo Augusto, executive board member da Semapa Next, e Ricardo Costa, cofundador e CEO da LOQR.
Pedro Correia da Silva, fundador e Managing Partner da ActiveCap, e Urbano Veiga, fundador e CEO da Zumub.com.
João Mil-Homens, Head of Innovation & Sustainability da José de Mello e responsável pelo Grow, e Joana Pinto, cofundadora da Clynx.

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