No Radar: as prioridades do CEO da Eurotux até ao final do ano
António Coutinho aponta o reforço das competências em cibersegurança e IA como prioridades para a reta final de 2026. Na rubrica No Radar, reflete ainda sobre os desafios de tomar decisões num contexto de constante transformação, analisa as mudanças no mercado de trabalho tecnológico e destaca a soberania digital como uma oportunidade estratégica para as empresas europeias.
Qual é a prioridade que vai concentrar mais a sua atenção nesta reta final de 2026?
As maiores prioridades são reforçar as capacidade da empresa nas áreas da cibersegurança e da inteligência artificial, ajudando os nossos clientes a acelerar a sua adaptação às novas realidades e ao ritmo de mudança cada vez mais rápido.
“É preciso decidir, medir os resultados, decidir de novo. Esperar para ver já não é opção”.
Que aprendizagem de 2026 está hoje a influenciar mais a forma como lidera?
Por muito que se queira ponderar as decisões, o tempo acelerado em que vivemos não se compadece com esperas. É preciso decidir, medir os resultados, decidir de novo. Esperar para ver já não é opção
Qual é a decisão mais importante que ainda terá de tomar até dezembro?
Sobre novos investimentos estratégicos para 2027. Seja por aquisição de empresas, reforço de capacidade interna, reforço de infraestrutura. Internamente temos que reforçar na capacidade de ajudar os nossos clientes na cibersegurança e adopção de IA aos seus processos internos.
Que tema ou tendência está hoje no seu radar e não estava há seis meses?
As alterações que parecem existir no mercado de trabalho das tecnologias. A procura por perfis mais séniores parece estar a reforçar-se, enquanto a dos mais júniores parece ter diminuído. Isso obriga uma empresa como a nossa a ajustar as estratégias de captação e retenção de talento.
Apesar de não serem exclusivas dos últimos seis meses, as questões da soberania digital e dependência de fornecedores de fora da Europa continua a ser uma tendência na qual a Eurotux está focada, uma vez que a nossa infraestrutura própria, em Portugal e a nossa aposta em open-source são ativos importantes nesse domínio.
“O horizonte temporal da nossa capacidade de previsão vai diminuindo com todas a alterações que a IA está a trazer”.
Qual considera ser, neste momento, um dos maiores desafios para quem lidera?
Sempre foi difícil prever o futuro, o que é uma função essencial de qualquer empresário. O horizonte temporal da nossa capacidade de previsão vai diminuindo com todas a alterações que a IA está a trazer. Planos a médio prazo são muito dificeis de sustentar quando tudo pode mudar em poucos meses.
Complete a frase: Até ao final do ano, quero…
… consolidar as decisões tomadas em 2026 e os planos para 2027.
“As empresas europeias querem reduzir dependências externas e isso abre espaço para quem domina tecnologias abertas”.
Em poucas palavras:
Uma oportunidade a acompanhar: A soberania digital. As empresas europeias querem reduzir dependências externas e isso abre espaço para quem domina tecnologias abertas.
Um risco a não perder de vista: O impacto da IA nos ataques informáticos, especialmente num contexto de guerra hibrida.
Uma ideia que merece mais atenção: Qual vai ser a reação das pessoas e das empresas ao aumento do uso de IA? Vai haver uma fase de rejeição? Como gerir a necessidade de evoluir rapidamente com os temores que essa evolução possa provocar?
Uma palavra para definir esta reta final do ano: Aceleração.
A pergunta que me ocupa: Como mudar com os tempos sem perder o que nos é essencial.









