Nike aposta em chinelos inteligentes para acelerar a recuperação muscular
Novo Air Zoom Hyperslide combina amortecimento, calor e vibração para acelerar a recuperação muscular.
A primeira coisa que muitos atletas fazem depois de um jogo ou treino é tirar os tênis e calçar uns chinelos. A Nike e a Hyperice acreditam que este ritual pode tornar-se muito mais orientado para a recuperação.
A mais recente colaboração entre as duas empresas, o Nike Air Zoom Hyperslide, parece, à primeira vista, um chinelo comum. Mas, por baixo do design minimalista, combina amortecimento Air Zoom, aquecimento e tecnologia de vibração.
Durante décadas, a inovação no desporto concentrou-se sobretudo em ajudar os atletas a correr mais depressa, saltar mais alto e gerar maior potência. A recuperação era encarada como algo que acontecia apenas depois do esforço. A Hyperice acredita que esse processo deve começar assim que termina a atividade física.
Tobie Hatfield, diretor sénior de inovação para atletas da Nike, descreve o Hyperslide como um produto desenvolvido para iniciar a recuperação nos primeiros cinco minutos após o exercício.
Em vez de encarar o Hyperslide como apenas mais um produto do seu portefólio, Jim Huether, CEO da Hyperice, vê o lançamento como parte de uma evolução mais ampla, na qual o calçado e o vestuário se transformam em tecnologias inteligentes e conectadas.
Depois do lançamento do Hyperboot no ano passado, o Hyperslide reforça aquilo que a Nike e a Hyperice consideram ser o início de uma nova categoria: calçado tecnológico que cruza equipamentos de desempenho com dispositivos eletrónicos vestíveis (wearables).
Dos protótipos ao produto final
Inicialmente, a Nike via o Hyperslide sobretudo como uma ferramenta de recuperação após o treino ou a competição, explica Hatfield. Contudo, a empresa percebeu que os atletas também utilizavam os protótipos antes da atividade física, aproveitando o aquecimento suave para preparar os pés e os tornozelos.
Foi então que Nike e Hyperice passaram a concentrar-se na ideia de proporcionar recuperação enquanto os atletas continuam em movimento. Esse princípio acabou por orientar grande parte do desenvolvimento do Hyperslide.
“O ecossistema de calçado e vestuário com tecnologia integrada foi desenvolvido num formato vestível para acompanhar o atleta no seu estilo de vida”, explica Hatfield. À medida que as baterias e os sensores evoluem, acrescenta, torna-se possível criar produtos mais pequenos, leves e potentes.
Inovar implica muitas vezes abandonar boas ideias à procura de soluções melhores. No caso da Nike e da Hyperice, isso significou construir e reconstruir o Hyperslide dezenas de vezes antes de chegar à versão final.
Huether estima que as equipas tenham produzido cerca de 40 protótipos, aperfeiçoando desde as configurações de aquecimento até à sensação proporcionada pelo calçado.
O desafio não passava apenas por integrar calor e vibração num chinelo, mas também por garantir que estas tecnologias funcionavam em conjunto com o amortecimento Air Zoom da Nike, proporcionando uma experiência natural e confortável.
A versão final do Hyperslide utiliza módulos magnéticos independentes, designados Hyperslide Pods, que disponibilizam três níveis de aquecimento e três níveis de vibração na tira superior, mantendo o conforto característico da plataforma Air Zoom.
Os utilizadores poderão personalizar a intensidade da vibração e as configurações das sessões através de Bluetooth, recorrendo à aplicação da Hyperice. O equipamento vem preparado para utilização imediata, com uma sessão de recuperação predefinida de 15 minutos.







