4 atitudes bem-intencionadas que podem estar a prejudicar a sua carreira
Gratidão dedicação e capacidade de evitar conflitos são qualidades valorizadas no trabalho. Mas, quando levadas ao extremo, podem acabar por ter o efeito contrário e limitar a progressão profissional.
Alguns comportamentos que aprendemos a valorizar desde cedo podem parecer igualmente positivos no contexto profissional. Demonstrar gratidão, evitar conflitos, fazer um bom trabalho e procurar resolver os problemas sozinho são, à partida, sinais de responsabilidade e maturidade.
Mas, quando levadas ao extremo, estas atitudes podem ter o efeito oposto: limitar o reconhecimento, dificultar a construção de relações profissionais e até travar a progressão na carreira. A CNBC identificou alguns destes comportamentos e explica como ajustá-los sem perder aquilo que têm de positivo.
1. Aceitar tudo em nome da gratidão
Estar grato por uma oportunidade profissional é positivo, mas isso não significa aceitar todas as condições que são propostas. O receio de parecer demasiado exigente pode levar alguém a não negociar o salário, a aceitar uma função abaixo da sua experiência ou a permanecer num emprego que já não corresponde às suas expectativas.
A alternativa passa por conciliar a gratidão com a defesa do próprio trabalho e dos seus interesses profissionais. Uma forma de o fazer é deixar de destacar apenas as tarefas realizadas e passar a evidenciar também os resultados alcançados e o impacto gerado.
Ao falar de um projeto, por exemplo, é importante mostrar não apenas aquilo que foi feito, mas também o contributo que esse trabalho trouxe para a equipa ou para a empresa.
2. Evitar conflitos a todo o custo
Manter boas relações com os colegas é importante, mas evitar qualquer tipo de discordância pode fazer com que opiniões, limites e ideias deixem de ser expressos. Com o tempo, uma postura excessivamente conciliadora pode também transmitir falta de convicção.
Discordar não significa necessariamente entrar em confronto. É possível questionar uma decisão, estabelecer limites ou apresentar outra perspetiva de forma respeitosa e objetiva.
Uma situação frequente ocorre quando alguém começa a assumir responsabilidades que deveriam caber a outra pessoa. Em vez de absorver simplesmente mais uma tarefa, é possível deixar claro até onde se pode ajudar e quem deve assumir as etapas seguintes.
3. Acreditar que um bom trabalho fala por si
Apresentar bons resultados continua a ser fundamental, mas esperar que sejam reconhecidos automaticamente pode limitar algumas oportunidades profissionais. Para além das competências técnicas, importa também perceber quem conhece o seu trabalho e qual o nível de confiança que essas pessoas depositam em si.
Construir relações profissionais faz igualmente parte deste processo. Uma possibilidade passa por envolver colegas e decisores ao longo do desenvolvimento dos projetos, pedindo opiniões sobre propostas ou versões preliminares.
Desta forma, o profissional não fica dependente apenas do resultado final para dar visibilidade ao seu contributo e pode ainda reforçar relações importantes dentro da organização.
4. Tentar resolver tudo sozinho
A autonomia é uma característica valorizada no mercado de trabalho, mas transformá-la na obrigação de encontrar sozinho todas as respostas pode aumentar a sobrecarga e limitar o desenvolvimento profissional.
Pedir ajuda também pode demonstrar iniciativa, sobretudo quando o profissional explica o que já pesquisou, que alternativas encontrou e qual considera ser a melhor solução antes de pedir uma opinião.
A mesma lógica pode ser aplicada quando se ajuda outra pessoa. Antes de assumir o problema, perguntar o que já foi tentado ou que soluções estão a ser consideradas pode estimular a autonomia de quem pediu apoio.







