As mulheres estão a conquistar mais lugares em cargos de topo, concretamente nos conselhos de administração de empresas públicas e cotadas em bolsa. A conclusão é do Instituto Europeu para a Igualdade de Género.

A representação feminina subiu de 16,2%, no ano passado, para 24,8% este ano, nos conselhos de administração e nos órgãos de fiscalização das empresas públicas, de acordo com o Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE) citado pelo jornal Público.

De acordo com a informação avançada pelo jornal, e na sequência de uma reunião realizada em Lisboa onde foram divulgados dados sobre o nível de igualdade de género nos diferentes Estados-membros, em Portugal a média ronda dos 56 pontos, contra os 66,2 (em 100) da média da União Europeia. Ainda assim registou uma subida na ordem dos 6,1 face aos últimos dez anos.

A imposição de quotas relativamente à presença de mulheres em cargos de topo, quer na vida política quer empresarial, contribuiu para esta nova realidade. Mas se na atividade política o número de mulheres tem aumentado mais rapidamente, no mundo empresarial, refere o Index do Instituto Europeu para a Igualdade de Género, divulgado pelo Público, a evolução não tem acompanhado o mesmo ritmo. A informação divulgada destaca que, em 2015, apenas 11,7% dos lugares de topo das empresas eram preenchidos por mulheres.

Agora, e desde janeiro do ano passado, que quer as empresas que integram o setor empresarial do Estado, quer aquelas que estão cotadas em bolsa, tem obrigatoriamente de cumprir uma quota mínima, que está fixada nos 20% para as empresas cotadas. A partir do próximo ano, a percentagem sobe para os 33,3%, lembra a notícia do Público. Recorda ainda que, anteriormente à entrada em vigor destas cotas, em 2017, a presença feminina nos conselhos de administração era de 16,2% e que, um ano depois, atingia os 24,8%. Por outro lado, nas empresas cotadas em bolsa essa representação está agora nos 18%, enquanto no setor empresarial do Estado e no local está nos 32%.

Comentários