Mais exigentes e menos influenciáveis. Eis o perfil dos consumidores portugueses em 2026.
Uma análise com a chancela do Prémio Cinco Estrelas revela que no próximo ano, o comportamento de consumo dos portugueses deverá sofrer alterações.
No próximo ano, prevê-se que o consumidor português seja mais exigente e menos influenciável, de acordo com a análise realizada pelo Prémio Cinco Estrelas. Uma constatação que indicia que os consumidores estão a entrar numa fase de maior maturidade, centrada em mais exigência e menos tolerância para estratégias de comunicação pouco transparentes.
Com base na compilação de estudos sobre os comportamentos de consumo e as tendências de retalho e distribuição, a análise revelada pela cofundadora do Prémio Cinco Estrelas, Débora Santos Silva, aponta algumas transformações que irão moldar a relação entre marcas e consumidores.
A começar pela credibilidade do marketing de influência que durante anos dominou o ecossistema digital e que agora começa a ser questionada, e a ter menos impacto junto do público. Desta forma, as marcas terão de repensar as suas estratégias.
Por outro lado, a aumenta a exigência de provas sobre as práticas ambientais e sociais das marcas. A sustentabilidade consolida-se como um critério real de compra e os consumidores, cada vez mais, procuram ações reais, e não simbólicas, nesta matéria. Uma realidade que também obrigará as marcas a mostrarem resultados concretos.
A análise do Prémio Cinco Estrelas destaca ainda a experiência como algo decisivo no processo de fidelização, uma vez que, quer se trate de lojas físicas ou digitais, os consumidores querem, por exemplo, interações consistentes e serviços personalizados. A procura por marcas com uma abordagem sustentável é mais evidente entre os consumidores mais jovens.
No que respeita à inovação tecnológica a sua utilidade prática determinará o seu valor, ou seja, ferramentas como inteligência artificial ou automação só serão bem recebidas se melhorarem a experiência do utilizador, sem eliminar intervenção humana.
Por último, constata-se que os consumidores valorizam as avaliações baseadas em experiências reais de outros consumidores, muitas vezes em detrimento da opinião de influencers ou de campanhas.








