Naveen Tewari é mundialmente conhecido por ter criado uma das start-ups mais bem-sucedidas da Índia: a InMobi. A história deste empreendedor, recentemente contada pela YourStory, apresenta algumas lições valiosas para outros fundadores que querem levar o seu projeto ao sucesso.

Formado na IIT-Kanpur e na Harvard Business School, Tewari lidera uma equipa que está constantemente a inovar na publicidade em dispositivos móveis e que se prevê que leve a cabo uma disrupção no mundo do marketing, inteligência artificial e dos média.

É fácil cairmos na tentação de dizer que o percurso desta start-up está totalmente alinhado com os sucessos a que Silicon Valley nos habituou. Quando ainda estavam numa fase inicial, em 2007, fecharam uma ronda de 500 mil dólares com um grupo de business angels indianos e, mais tarde, conseguiram 200 milhões de dólares do megafundo japonês Softbank. Atualmente, contam com mais de 320 milhões de dólares em investimento e já fizeram oito aquisições, segundo dados do Crunchbase.

Mas o caminho até ao topo não foi fácil. Uma das primeiras lições que Naveen retirou do seu percurso enquanto empreendedor foi a rejeição. “Ninguém te prepara para a rejeição. Uma das coisas mais importantes no empreendedorismo é saber lidar com a rejeição constante e ter capacidade para sair ileso”, explicou o fundador à YourStory.

A incapacidade de os investidores compreenderem a visão foi outro ponto a que o empreendedor chegou. Nos primeiros tempos, a InMobi estava em conversações com mais de 20 firmas de capital de risco indianas. Contudo, nenhuma delas partilhava a visão do potencial da Internet e das plataformas mobile.

Mas nem isto parou a equipa. Nem mesmo quando tinham apenas alguns milhares de dólares nas contas bancárias e estavam a três semanas de terem de fechar totalmente o negócio. Com base em todas estas rejeições, Tewari afirma que “é difícil sermos confiantes quando estamos sempre à procura de validação”.

Um ano depois de terem conseguido fechar a ronda de investimento com o grupo de business angels, a situação piorou: já tinham queimado todo o dinheiro, não tinham apoio de investidores e tinham excedido o plafond dos cartões de crédito.

O cenário não estava favorável, mas a equipa rumou a São Francisco para uma reunião com a Kleiner Perkins Caufield and Byers, que acabou por liderar uma ronda de investimento de 7,1 milhões de dólares na InMobi.

Num avanço rápido até 2019, a empresa já conta com mais 20 escritórios espalhados pelo mundo, 1,8 mil milhões de utilizadores e concorre com as plataformas de publicidade do Facebook e da Google. Um dos seus trunfos é a presença na China.

Atualmente, a equipa tem duas grandes apostas: a TruFactor e a Glance. A primeira centra-se na gestão de dados de telecoms. Já a Glance, uma solução de inteligência artificial que cria conteúdo, está mais virada para o consumidor e já tem mais de 81 mil milhões de visitas por mês e 26 milhões de utilizadores diários ativos.

A história da Glance comprova que mesmo que lhe digam que a sua ideia não serve um mercado e que estejam constantemente a rejeitá-lo, deve seguir a sua intuição, não deixar de lutar e, ao mesmo tempo, deve ouvir sempre os consumidores.

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