A iniciativa chama-se Southern European Stars 2020, reúne investidores de Portugal, Espanha e Itália e vai promover uma sessão de pitchs aberta a qualquer start-up. Inscrições até 13 de maio.

Para impulsionar os investimentos em start-ups, cerca de duas dezenas de investidores sul europeus juntaram-se na realização do European Stars 2020, uma iniciativa que vai premiar os melhores projetos nas áreas de B2B, B2C e healthcare com 500 mil euros em serviços.

O projeto está a ser dinamizado pela Bright Pixel, pela Samaipata e pela Kibo Ventures que juntaram mais de 20 investidores do sul da Europa para uma sessão de pitchs online aberta a qualquer start-up interessada em divulgar o seu projeto. O painel de investidores conta com nomes como a Armilar Venture Partners, BiG Start Ventures, Bynd Venture Capital, Faber Ventures, Indico Capital Partners, Sonae IM, Startup Lisboa e Shilling Capital Partners.

As candidaturas estão abertas até dia 13 de maio e a partir daí serão escolhidas as 15 start-ups que irão apresentar o seu pitch online no dia 20  deste mês, num evento que será público.

Estão em causa as categorias de B2B, B2C e healthcare, e as melhores receberão até 10 mil euros por mês em serviços, durante um ano. Serviços como cloud gratuita e suporte técnico da IBM Cloud e AWS Activate, que colaboram com a iniciativa; crédito de publicidade numa das principais plataformas da área, com suporte de alguns especialistas em SEO/SEM; e três meses de espaço de escritório em Lisboa, cedido pela Bright Pixel.

O Southern European Stars 2020 conta ainda com participação dos investidores United Ventures, JME Ventures, Milano Investment Partners, Adara Ventures, 360 Capital, P101, Indaco Venture Partners, Primomiglio SGR, Inveready, LVenture Group, Caixa Capital Risc e Demium Startups.

David Alonso, analista da Samaipata, esclareceu que “este evento não serve para dar crédito a investidores específicos, mas para envolver todos os VCs num mesmo projeto e ajudar os principais atores do ecossistema, os fundadores”. Acrescentou ainda que “os investidores ainda estão dispostos a procurar fundadores incríveis e o que pretendemos é criar uma comunicação mais direta entre eles. Espanha, Portugal e Itália têm agora os ingredientes certos para ser o ecossistema de start-ups que mais cresce na Europa, durante a próxima década”.  E apesar de o ritmo do investimento estar mais lento, refere que “o dinheiro ainda está a fluir, existem grandes empresas a surgir, o pool de talentos está a aumentar e os governos e diferentes partes interessadas do ecossistema estão a estabelecer os incentivos certos para promover a inovação”, conclui.

Marcos Azeredo, da equipa de investimento da Bright Pixel, acredita que “o ecossistema de empreendedorismo tem potencial para sobreviver a esta crise, pois faz parte da sua natureza crescer em tempos adversos. Existem inúmeros projetos que estão numa fase ideal para prosperar e queremos ajudá-los a dar esse passo”.

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