Estas três indústrias podem valer-lhe um investimento com bons retornos.

Em que indústrias se devem focar os veículos de investimento em 2019? Dada a quantidade de start-ups que surgem todos os dias a operar nas mais diversas áreas é difícil escolher quais as melhores apostas – aquelas que vão conduzir o seu capital a grandes retornos. Por este motivo, a CEOWORLD Magazine listou três indústrias que, este ano, merecem a sua atenção:

Agricultura e produção alimentar

Em 2018, o investimento em start-ups de base tecnológica a operar neste setor excedeu os 1,4 mil milhões de euros (1,6 mil milhões de dólares). Apesar de ser um número bastante tímido quando comparado com o setor financeiro, onde as fintechs receberam perto de 100 mil milhões de euros no mesmo ano, esta é uma área que a CEOWORLD acredita que vai explodir nos próximos anos.

Tal vai acontecer por dois motivos: primeiro porque é um espaço bastante abrangente que tem muito a explorar e que inclui projetos na área da robótica, automação e biotecnologia. O segundo argumento passa pela necessidade da Humanidade encontrar novas soluções para criar uma produção alimentar mais eficaz, menos poluente e capaz de alimentar mais pessoas – prevê-se que, em 2050, a população mundial cresça em dois mil milhões.

Acrescente-se também o boom do mercado da cannabis, que tem crescido abruptamente nos Estados Unidos e Canadá depois da sua legalização. Por cá, também há empresas a tentar arrancar com este negócio, como é o caso da FunCrops.

Transporte e mobilidade

A indústria automóvel, aeronáutica e ferroviária não está ao alcance de qualquer investidor. Contudo, atualmente, a mobilidade já não se prende apenas com este tipo de transportes. O surgimento de novas soluções para a deslocação dentro das grandes cidades tem despertado a atenção de muitos investidores – veja-se o caso das trotinetes e das bicicletas.

Contudo, estas novas plataformas só resolvem problemas de curta distância. Por esse motivo, start-ups como a norte-americana Lime e a alemã Coup já começaram a disponibilizar scooters elétricas nos subúrbios da cidade. Do ponto de vista dos transportes públicos, a nova iorquina BusBot recolhe informação e utiliza algoritmos para ajudar os autocarros da cidade que nunca dorme a fazerem previsões sobre a procura e os picos de interesse, de forma a melhorar o serviço.

Para quem não consegue prescindir do carro, começam a surgir plataformas melhoradas de partilha de veículos ou outras que já se estão a focar no que poderá ser o futuro do consumo: os modelos de subscrição. A Carma, uma start-up em fase embrionária, é uma das primeiras a atacar este problema através de uma app que deixa arrendar automóveis mensalmente.

Fabrico e engenharia

A produtividade continua a ser um problema de muitas empresas e países. Contudo, esta componente fundamental a qualquer negócio bem-sucedido não é tão fácil de resolver em equipas altamente dependentes do trabalho humano, como os serviços. Por este motivo, a CEOWORLD antevê um boom no interesse por empresas que automatizem os processos de manufatura, o que se pode traduzir num investimento com grandes ganhos para os business angels mais atentos ao mercado.

A par com a agricultura, esta é outra indústria muito abrangente onde até os pequenos nichos podem valer milhões. Exemplo disso é a Materialize.X, que se centrou no setor dos derivados da madeira (engineered wood) para resolver um problema: a maioria das empresas desta área utilizam uréia-formaldeído para tratar a madeira – esta toxina está ligada a casos de cancro, constantes irritações dos olhos e nariz, fatiga, entre outros. O dano causado por este veneno levou os fundadores a criar e a patentear uma alternativa que não é prejudicial para a saúde dos trabalhadores e que utiliza machine learning para apoiar os engenheiros destas fábricas.

Qual o motivo que levou os fundadores a criar uma solução para um nicho? Segundo a CEOWORLD, o setor dos derivados de madeira vale mais de 265 mil milhões de euros, o que significa que estes fundadores encontraram uma alternativa numa indústria mal servida.

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