Sabadell, KPMG, Cuatrecasas, Deloitte e Red Points são algumas das empresas que fazem parte do primeiro hub global de legaltech que quer ajudar a digitalizar o setor jurídico. O hub foi criado em fevereiro e conta já com 70 empresas associadas.

A digitalização acelerou-se em todos os setores em função do coronavírus, que obrigou todas as empresas e organismos a adaptarem-se a uma nova realidade. Segundo dados da KPMG, 80% dos CEO entrevistados pela consultoria (cerca de 1.300) afirmam que a pandemia acelerou o processo de digitalização das suas empresas. O setor jurídico não é exceção, embora até agora tenha sido um dos mais lentos a aderir à transformação digital.

As montanhas de papéis continuam acumulam-se nos tribunais e há processos tediosos que poderiam ser automatizados e ainda são manuais, mas a tecnologia está a comprovar que pode agregar valor à área jurídica.

Um relatório da The Valley divulgado em abril concluiu que a tecnologia jurídica é uma das tendências para este ano devido aos custos amis reduzidos, a uma maior flexibilidade para advogados e clientes e a um maior controlo das operações.

Com a firme convicção de que a mudança veio para ficar, nasceu em Barcelona o Global LegalTech Hub (GLTH), um hub internacional que funciona como uma referência para profissionais, start-ups, empresas, instituições e o mundo académico do setor jurídico, que têm o interesse de “acelerar a transformação digital no campo jurídico”.

“Depois da pandemia e com o novo normal, a digitalização é mais importante. Essa aceleração que imaginamos para o ambiente jurídico é mais importante do que nunca”, comenta a presidente do hub, a espanhola Laura Urquizu, CEO da tecnologia Red Points, em entrevista ao Business Insider.

“É um longo percurso tanto no campo da justiça como no campo da empresa e dos seus processos judiciais, bem como na assessoria”, acrescenta.

Os associados do hub vêm de várias áreas, desde a banca, como o Banc Sabadell, até à consultoria, como a KPMG ou de escritório de advogados como Cuatrecasas e Uría e outras instituições como a Universidade de Barcelona. Além disso, a associação nasceu com a ambição de influenciar globalmente e já conta com 70 empresas dos cinco continentes. “Temos 650 start-ups detetadas e indexadas em todo o mundo”, diz Urquizu.

Urquizu explica que os desafios estão voltados para a promoção do ecossistema e para a conexão com todos os hubs de legaltech do mundo, além de garantir que a tecnologia seja realmente incorporada na estratégia de cada um deles e da empresas da área jurídica.

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