Governo britânico dá incentivo de 139 milhões de euros a empresas inovadoras

Uma instituição financiada pelo governo britânico, a Innovate UK, vai disponibilizar uma verba de 125 milhões de libras (139,4 milhões de euros) para ajudar as empresas a desenvolver ideias inovadoras em todo o Reino Unido.

O financiamento será dividido em duas parcelas: 100 milhões de libras (111,5 milhões de euros) desse financiamento ficarão disponíveis através do programa de subsídios Smart do governo e os restantes 25 milhões (27,8 milhões de euros) serão usados para projetos de investigação e desenvolvimento em fase avançada, avança o UK Small Business.

O programa de financiamento Smart foi criado pelo governo britânico para apoiar ideias disruptivas e inovadoras, através de um processo de inscrição regular. Este financiamento é destinado a projetos de investigação e desenvolvimento, desde a fase inicial de viabilidade (pesquisa de mercado), passando pelos testes de tecnologia ou protótipos e etapas de desenvolvimento até (mas não incluindo) à sua comercialização. Entre os beneficiários anteriores deste programa, encontramos uma empresa de impressão 3D, uma empresa de machine learning que, entretanto, foi comprada pelo Twitter e uma empresa que desenvolveu um protótipo para triagem de líquidos para identificar explosivos nos aeroportos.

Este financiamento junta-se ao mais recente projeto de investimento no valor de 3 milhões de libras (3,3 milhões de euros), o Regional Angel Investment Accelerator Pilots. Com este projeto, o governo espera estimular os business angels de todo o país para canalizar investimentos e conhecimentos especializados para as pequenas e médias empresas inovadoras. Estas empresas vão receber subsídios do governo para apresentar projetos de inovação com potencial para o envolvimento de business angels a longo prazo.

O financiamento Smart terá um calendário contínuo de competições durante o ano, com diferentes prazos de inscrição para as empresas interessadas. Para serem aceites a concurso, o Innovate UK refere que as propostas devem ser focadas nos negócios e não apenas em investigação. Podem entrar na competição start-ups de todas as áreas tecnológicas, incluindo artes, design, media ou indústrias criativa e ainda ciência ou engenharia e aplicada a qualquer parte da economia.

A competição destina-se a financiar empresas com inovações ligadas às necessidades do mercado.

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