Fora do Escritório: as escolhas do CEO do Bison Bank para este verão
António Henriques, CEO do Bison Bank, reconhece que, apesar de conhecer muitos países, Portugal ganha sempre como destino de férias. Considera importante desligar por alguns dias, até porque, assegura, “muitas das melhores ideias surgem precisamente quando deixamos de procurar soluções de forma intensiva”. Na segunda metade do ano, revela, vai estar atento à convergência entre inteligência artificial, ativos digitais e serviços financeiros.
Quando está “fora do escritório”, o que mais gosta de fazer para desligar?
Gosto de caminhar, correr, estar com amigos e passar tempo em família. São momentos que me ajudam a começar os dias com energia, a colocar tudo em perspetiva e a regressar ao escritório com mais clareza.
Qual é o destino, em Portugal ou fora, onde consegue realmente descansar?
Portugal. A combinação entre natureza, oceano, gastronomia e tranquilidade faz com que consiga sempre recarregar energias cá dentro. Conheço imensos países, culturas e formas de estar, mas Portugal ganha sempre.
“(…) o futuro se constrói melhor quando somos capazes de unir diferentes perspetivas em torno de um objetivo comum”.
Há algum livro, podcast, filme ou série que recomende para este verão?
Project Hail Mary. Foi um dos filmes que mais me marcou nos últimos tempos. Para além da excelente interpretação de Ryan Gosling, transmite uma mensagem poderosa de esperança, cooperação e superação. Saí do filme com a convicção reforçada de que o futuro se constrói melhor quando somos capazes de unir diferentes perspetivas em torno de um objetivo comum.
Que hábito mantém durante as férias que o ajuda a regressar com mais energia?
Continuo a praticar exercício físico diariamente, mesmo que de forma mais leve. O movimento ajuda-me a manter o foco e a energia.
“(…) a velocidade da mudança tecnológica continua a superar todas as expectativas”.
O que aprendeu de mais importante no primeiro semestre de 2026?
Que o mundo continua imprevisível e que a velocidade da mudança tecnológica continua a superar todas as expectativas. Mais do que nunca, a capacidade de aprender e adaptar-se tornou-se uma vantagem competitiva essencial.
Qual foi o maior desafio de liderança que enfrentou nos últimos meses?
O primeiro semestre do ano foi particularmente desafiante e dinâmico. Diria que o maior desafio foi manter as equipas alinhadas e motivadas num contexto de transformação acelerada e incerteza global, conciliando inovação, crescimento, exigências regulatórias e a constante evolução dos mercados.
“Estamos a aproximar-nos de uma nova fase de transformação do setor bancário (…)”.
Que tendência, oportunidade ou preocupação vai estar no seu radar na segunda metade do ano?
A convergência entre inteligência artificial, ativos digitais e serviços financeiros. Estamos a aproximar-nos de uma nova fase de transformação do setor bancário, onde a experiência do cliente será o verdadeiro fator diferenciador e os incumbentes terão de se redesenhar.
Como equilibra descanso e responsabilidade quando lidera uma equipa ou uma empresa?
Procuro construir equipas autónomas e de confiança. Um líder não deve ser indispensável em todos os momentos; deve criar condições para que a organização funcione bem mesmo quando está ausente. Embora admita que sou bastante exigente — comigo e com os outros.
Que conselho daria a outros líderes para aproveitarem melhor este período de pausa
Desliguem verdadeiramente durante alguns dias. Muitas das melhores ideias surgem precisamente quando deixamos de procurar soluções de forma intensiva.
Complete a frase: Este verão quero…
Este verão quero trocar velocidade por equilíbrio.
O essencial de verão:
Livro: “Freedom Under Grace”, do Papa Leão XIV
Destino: Portugal
Objeto indispensável: Apple Watch
Uma palavra para definir este verão: Equilíbrio
Uma ideia para levar para setembro: O futuro pertence a quem continua a aprender.









