O unicórnio português sediado em Londres entregou documento para se inscrever na New York Stock Exchange.

A tão esperada abertura de capital do unicórnio português Farfetch pode estar iminente. A notícia foi avançada pela Business of Fashion, uma publicação focada na indústria da moda, que afirma que o unicórnio português se alistou na bolsa nova iorquina sob a denominação “FTCH”.

Segundo o documento entregue, a empresa liderada por José Neves terá como objetivo levantar 88 milhões de euros (100M$). No entanto, este valor pode ser provisório visto que ainda não houve nenhum comunicado feito pela empresa a detalhar os números.

Outra incógnita para esta oferta pública inicial (IPO) é a avaliação a que a empresa vai ser cotada, visto que o último investimento divulgado publicamente foi em 2016. Nessa altura, a Farfetch foi avaliada em pouco mais de 1.4 mil milhões de euros (1.6mM$).

Desde então, a avaliação parece ter crescido a olhos vistos. De acordo com a imprensa internacional, a avaliação oscila entre os 5.3 mil milhões de euros (6mM$) e os 7.4 mil milhões de euros (8.37mM$).

Os únicos dados a que temos acesso atualmente são os declarados no documento entregue à NYSE. Desde o início deste ano, a Farfetch afirma ter quase mil milhões de consumidores ativos, sendo que este número cresceu 43.6% num ano. No entanto, o autointitulado “maior mercado de bens de luxo” do mundo parece estar a diminuir no crescimento de utilizadores. Entre 2015 e 2016 o crescimento anual foi de 56.8% (mais 13.6% do que entre 2016 e 2017).

Apesar do ritmo ter abrandado, as receitas da empresa de José Neves continuam a crescer. Em 2017 fixaram-se nos 340 milhões de euros, um aumento de 59.4% face ao ano anterior.

“A Farfetch é a plataforma líder na indústria de moda de luxo”, declara o documento que visa a entrada do unicórnio português na NYSE. “A Farfetch existe pelo amor à moda. Nós acreditamos no empoderamento individual. A nossa missão é ser a plataforma global tecnológica para a moda de luxo, fazendo a conexão entre criadores, curadores e consumidores”.

Apesar de a discussão à volta da possibilidade do unicórnio português entrar em bolsa ter começado em junho de 2017, foi em março deste ano, quando a Farfetch contratou os bancos JPMorgan e Goldman Sachs (alegadamente para preparar a IPO), que esta hipótese se tornou real.
Recorde-se que em fevereiro deste ano, a Chanel comprou uma participação minoritária na empresa de ADN português.

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