Empreendedores que começaram pequenos mas que pensaram em grande

Os empreendedores mais bem-sucedidos são muitas vezes os que começam pequenos, mas que conseguem ter visão e a ambição de pensar em grande.

Alguns empreendedores são ótimos a comunicar uma grande visão para a sua start-up, enquanto outros são bons a encontrar um sítio para começar. Mas, os melhores – e mais bem-sucedidos – empreendedores são aqueles que são capazes de encontrar um excelente equilíbrio entre essa grande visão e um ponto de partida de alta tração.

Afinal de contas, enquanto os investidores, clientes e parceiros estratégicos querem saber que fazem parte de algo impressionante, as grandes ideias não vão alimentar a sua empresa por si só. Por isso, é crucial que os visionários também sejam “artistas de execução”, ou seja, que entendam a mentalidade associada ao saber fazer um produto minimamente viável perante os clientes, gerando tração de receita e traçando uma trajetória de crescimento lógico a partir daí.

Os casos Amazon e Netflix
Numa entrevista em vídeo de 1997, Jeff Bezos, o fundador da Amazon, discutiu como a sua start-up estava concentrada na venda de livros na internet e como o seu modelo de comércio eletrónico era ideal para uma categoria de produtos com milhões de títulos.

Um ano depois, o New York Times revelou que a Amazon.com estava a expandir o seu negócio além dos livros. Avançando mais 20 anos, não é invulgar ver os analistas a prever que o gigante Bezos irá captar quase 10% de todas as vendas no retalho até 2020. O que começou com um plano relativamente modesto e focado, tornou-se no melhor do mundo a fazer apenas uma coisa, e só depois expandiu essa base.

A Netflix adotou uma abordagem semelhante: lançada em 1997 com foco simples de alugar cassetes VHS e DVDs na Internet dos correios dos EUA, expandiu o seu modelo de negócio para incluir streaming e produção de conteúdo original. No decurso deste processo, a base de assinantes cresceu mais de 40% ao ano: de 700 mil, em 2002, subiu para 117 milhões em 2017.

Alfred Peet deu o seu nome ao Peet’s Coffee, um negócio dentro de uma loja em Berkeley, na Califórnia, lançado em 1966. Inicialmente, a loja não vendia bebidas, apenas pequenos grãos de café torrados. Só depois da loja conquistar um grupo de seguidores (chamavam-se “Peetniks”) é que a empresa evoluiu para café gourmet e expandiu-se para cerca de 200 lojas, muitas delas franchising, e começou a vender grãos torrados em grandes retalhista e on-line. Em 2012, a Peet foi adquirida por Joh. A. Benckiser por aproximadamente 1 bilião de dólares (aproximadamente 857 milhões de euros).

A “fórmula de Peet” – começar com uma pequena start-up focada, refinar a sua fórmula de sucesso e depois expandir – foi repetida por várias start-ups de café gourmet ao longo dos anos, mais notavelmente pela Starbucks.

Outra start-up que se tem destacado é a Sweetwaters Coffee & Tea. Há 25 anos, os cofundadores Lisa e Wei Bee¸ recém-casados  e recém saídos da universidade, começaram com uma única loja em Ann Arbor, Michigan, Estados Unidos. Agora estão num processo de construir uma rede nacional de franchising e, pelo caminho, introduziram bebidas de retalho engarrafadas para o retalho, como os chás gelados de inspiração chinesa.

Netflix

Sweetwaters Coffee & Tea

 

 

 

 

 

Como pode aplicar estes ensinamentos
Em todos estes exemplos, destaca-se um padrão: começaram pequenos e focados. Siga a receita, seja o melhor na sua área e nunca única coisa e depois expanda essa base para alcançar um sonho mais amplo. E porque não aplicar esta abordagem na sua própria start-up?

É bom ter uma visão grande e de longo prazo quando se inicia um negócio, mas comece com passos pequenos sendo muito bom naquilo que faz. Depois pense em voos maiores.

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