O seu negócio anda ao ritmo das estações do ano? Dirigir um negócio sazonal impõe uma organização em todos os momentos. Conheça algumas dicas para superar as festas de fim de ano, o verão ou qualquer outra estação.

Na sua confeitaria a meio caminho entre Marselha e Saint-Tropez, Rodolphe-Nicolaï-Fouque quase não tem tempo para atender o telefone. Este produtor de nougat vende os seus produtos apenas durante três meses por ano, com a aproximação das festas de fim de ano. Nesta altura do ano, o confeiteiro apenas tem tempo para se dedicar a isso, enquanto no resto do tempo faz “R&D e alguma logística”, avança o site Les Echos.

Rodolphe-Nicolaï Fouque é um empresário sazonal. Tal como outros, a vida económica do seu negócio depende das estações do ano, com um período de plena atividade e outro muito mais vazio. Para quem se revê nesta situação, Bastien Valensi, da Cabaïa, Estelle Sauvion e Magali Beck, da La Muroise et compagnie, partilham algumas dicas para gerir modelos de atividade específica.

1. Não baixe os braços durante a estação baixa
Em 2015, Bastien Valensi fundou a marca Cabaïa, “uma marca de gorros inspirados no universo do bar: os modelos têm nomes de cocktails, escolhemos a base e os pompons, que podem ser mudados com recurso a um clipe, e compra-se o conjunto dentro de um shaker”.

A primeira temporada da Cabaïa foi promissora. E Bastien Valensi, que pensava descansar “três meses ao sol” depois do seu período de pico, rapidamente percebeu que o final da temporada não foi fácil. “De março a setembro, recebi solicitações de todo o lado para preparar a próxima temporada e tive que colocar tudo no lugar”, recorda-se, referindo que “assinei acordos com as Galerias Lafayette, Printemps, BHV ou Lagardère. Desenhei toda a nova coleção com os estilistas, procurei financiamento, revi a estratégia”.

2. Adapte a sua gestão da tesouraria
Gerir um período de pico é também assegurar-se de que não vai ter falhas de tesouraria em qualquer época do ano. “O fim da estação, quando a tesouraria está muito alta, é enganoso”, adverte Bastien Valensi. Tem-se a impressão de que está tudo bem, mas é preciso não esquecer que há que preparar a temporada seguinte. É, portanto, necessário fazer reservas para pagar os impostos, os salários, as despesas pessoais. Se viver acima das suas posses, pode encontrar-se com falta de dinheiro em plena estação baixa.

3. Feche as suas contas no momento certo
A lei não define datas para fechar o seu ano contabilístico, com exceção das profissões liberais. Se alguns, como Estelle e Magali Sauvion Beck, empresários à frente da confeitaria La Muroise et compagnie, escolhem 31 de dezembro “por tradição”, o fecho pode ser feito numa ocasião mais propícia. “Fechamos em 30 de junho. A nossa tesouraria atinge o ponto mais alto em março e começamos a investir para a temporada seguinte naquele momento. Por isso, escolhemos esta data para ter uma visão mais abrangente. Se fecharmos em 31 de dezembro, a temporada é cortada ao meio, o que não faz qualquer sentido para nós”, diz Bastien Valensi.

4. Pense numa loja pop-up
Para Bastien Valensi, está fora de questão alugar um espaço comercial no ano. Os seus gorros são vendidos em lojas temporárias, as pop-up store que podemos alugar por um período determinado. Ele vê duas vantagens: “Com recursos limitados, permite-nos crescer logo que o primeiro teste for bem-sucedido. E podemos limitar a nossa presença na loja ao tempo que mais nos interessa, de outubro a fevereiro. Com uma loja de gorros, iríamos perder dinheiro nove meses por ano”.

5. Não se cinja às estações de maior procura
Para não serem limitados pelas restrições ligadas às colheitas, Estelle Sauvion e Magali Beck, da La Muroise et compagnie, não limitam a sua estratégia às estações de maior procura. “O congelamento de frutas permite-nos oferecer confeitaria fresca todo o ano”, revelam. Este truque permite-lhes “manter a sua clientela, oferecendo os produtos durante todo o ano, sem interrupção.” Assim, oferecem ementas em função dos eventos, seja nas festas de fim-de-ano, seja no verão.

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