Oscar Pierre, de 26 anos, é o cofundador e CEO da Glovo, uma start-up de entregas presente em 178 cidades de 23 países. A empresa já juntou mais de 340 milhões de dólares (302 milhões de euros) desde a fundação em 2015. O CEO admite que se inspirou na estratégia de crescimento da Uber para desenvolver a sua.

A Glovo, uma aplicação de entregas semelhante ao Uber Eats, fundada em Barcelona, transformou-se num dos principais players num mercado aparentemente lotado. A Bloomberg afirma que a empresa pode valer 650 milhões de euros, e que as receitas da empresas passaram de uns “simples” 18 milhões de euros, em 2017, para os surpreendentes 81 milhões de euros no ano passado.

No entanto, o facto mais notável sobre Glovo é que, apesar de ter sido fundada apenas em 2015, já está presente em 178 cidades, em 23 países. Numa recente entrevista ao Business Insider, Oscar Pierre, o fundador do projeto, afirmou que foi uma estratégia em particular o ajudou o Glovo a lançar-se em tantos países: a sua estratégia foi inspirada na Uber. Foi trazida para a empresa por Niall Wass, atual presidente da Glovo e ex-vice-presidente sénior da Uber na EMEA e Ásia-Pacífico.

O programa de expansão permite entrar em muitos novos países em paralelo. Uma das aprendizagens que retiraram da Uber para fomentar o crescimento rápido, consiste em formar uma equipa, com jovens com dois ou três anos de experiência, treinados em Barcelona, e que depois vão para outros países abrir a empresa. Segundo o empreendedor um dos problemas em lançar uma empresa num novo país é contratação da equipa de gestão, uma vez que não tendo a marca ainda conquistado notoriedade nesse mercado, o processo pode ser moroso. Com esta opção, esse problema é ultrapassado.

Depois deste curso de formação, que dura cerca de dois meses, os “launchers” vão para os países onde a marca se quer expandir. Ao chegarem, fazem pesquisa, administram a atividade, procedem às contratações necessárias e organizam as operações locais. A estratégia também passa por escolher potencialmente grandes mercados, mas relativamente inexplorados.

Nos últimos 18 meses, a Glovo entrou em vários mercados pouco desenvolvidos, mas com um potencial de crescimento muito rápido, como o Peru, a Ucrânia ou a Roménia. Agora, a empresa está a olhar países da África Subsaariana, como o Quénia e a Costa do Marfim.

As primeiras experiências na América do Sul e no Norte da África facilitaram os lançamentos recentes da Glovo. Ao entrar na Argentina, Peru e Egito, a empresa teve que adaptar a tecnologia, já que foi necessário desenvolver a opção a dinheiro e solucionar alguns problemas de fraude. Depois destas adaptações a aplicação ficou preparada para entrar noutros mercados com características semelhantes.

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