Inovação financeira com sustentabilidade e impacto é o ponto de partida da parceria que a Casa do Impacto e The Fintech House formalizam hoje.

São dois hubs de inovação e empreendedorismo e celebram hoje uma parceria que explora as possibilidades de um negócio fintech com uma causa de impacto social. São a Casa do Impacto e The Fintech House e juntas pretendem potenciar o crescimento da ligação entre a  tecnologia, a indústria financeira e o impacto. Ou seja, impulsionar um ecossistema comum e através da dinamização de iniciativas com players de ambos os setores, para a sensibilização e partilha de modelos de negócio sustentáveis e comum propósito social, referem as duas entidades.

Na sequência desta parceria, a Casa do Impacto e a The Fintech House também vão partilhar mentores e promover a partilha de conhecimento através de workshops e encontros que aproximem os dois ecossistemas. A primeira iniciativa realiza-se hoje. O “The two houses of Lisbon: Where Fintech meets Impact” conta com nomes do mundo dos pagamentos, governance e do impacto. São os casos de Marco Barbosa, cofundador da eSolidar e ImpactMarket, Nuno Brito Jorge, cofundador e CEO da GoParity, Bernardo Gonçalves, fundador da MyPolis, Sasha DeWitt, cofundadora e COO da Habit Analytics, Inc. Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto e Marco Nigris, diretor da The Fintech House, vão moderar a conversa.

Inês Sequeira lembrou que as causas sociais não se esgotam na caridade, que o impacto social positivo também pode ser lucrativo e escalável, e que as fintechs podem ser os motores dessa transformação. “As start-ups tecnológicas, no geral, e fintechs, em particular, têm forte potencial de impacto social e ambiental: não têm estrutura física, visam responder a uma necessidade de um conjunto de pessoas, tornam um produto ou serviço acessível a todos, criam postos de trabalho e são fonte de receita, entre outros”, frisou a diretora da Casa do Impacto.

Para esta responsável “falta-nos apenas deixar cair o preconceito de que as start-ups de impacto servem para ajudar os mais carenciados, numa ótica de voluntariado. O potencial de negócio existe nas start-ups de impacto social ou ambiental, na mesma medida que existe numa start-up tecnológica. E é aí que se prende o desafio – trazer uma “drive” de Impacto para todos os negócios”.

Ainda a propósito da parceria, também Marco Nigris, diretor da The Fintech House, frisou que “as fintechs têm na sua génese o Impacto social, uma vez que nascem para resolver os desafios da inacessibilidade de serviços financeiros e para disponibilizar um maior leque de opções, democratizando o acesso a soluções financeiras. Como nas fintechs, todos os campos de inovação podem responsabilizar-se para resolver parte dos problemas que criamos, sem prejuízo de retorno financeiro. A sustentabilidade financeira, social e ambiental são compatíveis e devem ter igual prioridade em qualquer negócio”.

Recorde-se que a Casa do Impacto é um hub de empreendedorismo e inovação social e ambiental da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa criado  em 2018 e a The Fintech House uma incubadora da Portugal Fintech para a indústria financeira que iniciou atividade em janeiro deste ano.

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