Os EUA são um país de emigrantes que capacitaram a inovação ao longo da história, criando postos de trabalho e impulsionando a economia. Um casal indiano criou do zero, contra muitas probabilidades, um negócio de sucesso em Nova Iorque. Eis algumas das suas dicas.

Neha Kesarwani e o marido perceberam muito cedo que queriam fazer algo de impactante. Sentimento que se intensificou quando decidiram mudar da Índia para os Estados Unidos da América. Aliás, é uma sensação alimentada por muitos dos emigrantes que saíram dos seus países na esperança de construir uma vida melhor. A cofundadora da empresa de depósito de bagagens Vertoe contou à Forbes americana a sua história e deixou algumas dicas para lançar um negócio naquele país.

Enquanto casal, deixar os empregos foi uma decisão difícil, por isso estes emigrantes indianos optaram por, durante um ano, desenvolver o negócio como uma experiência de fim de semana, aproveitando ao máximo o tempo que tinham livre. Quando se começa a ver o negócio a ganhar tração e as necessidades reais a serem colmatadas, aumenta a motivação para se dedicar ao sonho com mais convicção.

Envolva amigos e família
Neha Kesarwani e o marido tiveram a sorte, como própria confidenciou, de terem um grupo de amigos nos EUA que no início nos apoiou desinteressadamente, com pesquisa sobre o consumidor e feedback constante. “Promoveram o nosso negócio e foram a nossa espinha dorsal quando mais precisámos”, conta a empreendedora.
Uma vantagem que os emigrantes têm é a de poderem ligar-se a amigos e familiares na mesma comunidade que talvez estejam a enfrentar os mesmos desafios. O sentido de comunidade e empatia leva-os a oferecer ajuda.

Esteja pronto para o seu ego ser desafiado
Este é um aspeto importante. Ser empreendedor significa que há 99% de probabilidades de enfrentar o fracasso ou a rejeição. Mas desde que esteja recetivo a todo o tipo de feedback como parte do processo de crescimento, a longo prazo, isso vai ajudar o negócio.

Vá em frente sem qualquer suporte
Mais uma vez, trata-se de uma grande decisão. Neha Kesarwani e o marido foram para os EUA há cinco anos e deixaram os empregos para começar um negócio do zero, enquanto gastavam as suas economias. Não são muitos os casais de emigrantes que avançaram com uma empresa juntos. É claro que há casos conhecidos de emigrantes que criaram negócios de sucesso nos EUA e que são inspiradores. A Slack, a Uber e a Houzz tinham pelo menos um cofundador emigrante.

Tem uma história?
O que muitas vezes se passa por trás de muitas start-ups é os fundadores terem passado por um problema e procurarem uma solução para esse problema, atendendo, entretanto, a uma necessidade maior da sociedade. Ter uma história de fundo funciona, porque imprime a paixão, autenticidade e a intensidade necessárias para a solução que está a oferecer ao mundo.

Esclareça o que realmente precisa para os próximos seis meses
Quando Neha Kesarwani e o marido decidiram ser parceiros de negócio estabeleceram algumas metas de curto prazo. Isto porque é importante ter  claro o que é necessário para o negócio crescer. Decidiram ingressar na aceleradora Techstars NYC e obtiveram “muito mais valor através do programa do que havíamos previsto”, diz a empreendedora.
Alguns dos objetivos podem ser a necessidade de uma forte rede de contactos, de mentores experientes ou fundos iniciais para continuar a investir no produto e no marketing. Ser bem claro sobre o que precisa ajudá-lo-á a tomar a decisão certa no momento certo. As suas necessidades para o seu negócio são únicas, portanto, pensar bem todas as etapas é fundamental.

Teste, aprenda, construa, avalie, repita
Esta fórmula é de suma importância para as start-ups. Enquanto start-up com vários consultores e mentores, a quantidade de conselhos e de ideias que se recebe pode ser desorientadora. Não se tem possibilidade de experimentar tudo, pelo que é importante priorizar e compartimentar as ideias mais lógicas em testes mais pequenos, monitorizar os resultados e continuar a melhorar até que se sinta confiante para as implementar em escala. O objetivo final é sempre um ROI positivo.

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