A pesquisa é do Euromonitor International que avança com algumas tendências que podem ajudar a identificar as tendências de consumo para este ano, mas que influenciarão o mercado nos próximos anos.

Um estudo recente da Euromonitor International, empresa de pesquisas de mercado,  identificou as principais tendências de consumo para 2019 e que podem vir a ditar  as regras de mercado nos próximos anos.

Na pesquisa Global Consumer Trends 2019  destaca-se o facto de  os consumidores estarem inteligentes e autossuficientes. Procuram autenticidade, produtos diferenciados e experiências para que possam expressar a sua individualidade. Constata ainda que nos países em desenvolvimento os consumidores estão a reavaliar seus hábitos de consumo, procurando a simplicidade, autenticidade e individualidade ao invés do materialismo exagerado. As questões éticas e sobre o meio-ambiente estão agora em primeiro plano, e o anti-plástico, tão em destaque em 2018, veio para ficar.

A facilidade de contato através das plataformas digitais, a questão do envelhecimento e a valorização do tempo individual também estão em evidência nesta análise do Euromonitor Internacional.

Confira 10 tendências de consumo para este ano:

1. Pessoas mais velhas querem sentir-se e agir como mais novas
Em 2019, surgem os “agnósticos da idade”, aqueles que não acreditam mais que idade ou velhice é sinônimo de “piorar”. Cuidam cada vez mais da aparência e da saúde e também se preocupam com inovações tecnológicas, novas apps e novos smartphones.

Esta fatia de consumidores torna-se essencial para as marcas e para as empresas, que devem estar atentas ao potencial de crescimento desta faixa etária, que aliás, tem mais poder de compra que os mais jovens.

2. De volta ao básico
A preferência passou a ser dada aos produtos simples e os consumidores estão a reavaliar seus hábitos de consumo, rejeitando o materialismo e o consumismo e preferindo experiências mais simples e autênticas. Comprar comida localmente, de pequenos produtores, exemplifica esta tendência. O aumento no consumo de produtos artesanais reflete a tendência anti-massificação. Assim como produtos chamados DIY (Do It Yourself – faça você mesmo), muito usados no setor da beleza onde a procura de produtos com ingredientes naturais tem aumentado.

3. Consumo consciente
Consumidores estão cada vez mais conscientes e tomam positivas na maneira de comprar e consumir um produto ou serviço. O “mindfulness” chegou ao consumoe  têm mais consciência do impacto negativo que o consumo exagerado e irresponsável causa no planeta. Por outro lado, o veganismo e os produtos eco-friendly ganham espaço em todo o mundo. Os produtos anti-testes em animais também a ser cada vez mais procurados. O conceito de negócio eticamente responsável mudou, e agora engloba mais  setores de atividade.

4. Digitalmente unidos
A transformação dos meios digitais e da tecnologia vai continuar a criar novas experiências coletivas e a moldar a foma como os consumidores se ligam.

Indústrias inteiras já estão se estão a transformar de forma a oferecerem soluções e opções virtuais. Os trabalhos e interações virtuais, onde será possível trabalhar e colaborar em equipa, mesmo à distância, serão cada vez mais comuns.

A realidade virtual que deu os primeiros passos no mundo dos videogames vai expandir-se para todas as áreas profissionais. O desafio das próximas inovações tecnologias será o de fazer um balanço entre a facilidade de uso do consumidor (tecnologia user-friendly) e as altas capacidades técnicas do serviço ou produto em questão.

5. Conhecimento é poder
Numa época em que tudo está ao alcance de um clique, os consumidores sabem que podem contar com informações instantâneas para decidir suas compras. E a relação com as lojas mudou. Se antes, o consumidor procurava marcas ou especialistas em quem podia confiar para tomar suas decisões, agora muito melhor  informados tomam decisões por conta própria e trocam entre si conselhos e informações. O poder da informação está na mão de quem consome e molda o e-commerce, onde os sites contam com avaliações e rankings criados pelos compradores, que monitorizam os preços,  a qualidade produtos e serviços.  Não há espaço para falta de transparência. Qualquer erro é imediatamente relatado e partilhado.

6. Dar valor a ficar sozinho
Em 2019, a valorização do tempo sozinho, do momento “eu”, veio para ficar. Não tem nada de errado em ficar em casa usufruindo da própria companhia, longe do e-mail, dos eventos e das redes sociais.Outra tendência revela que os consumidores estão mais cuidadosos com o que compartilhavam online e valorizam mais a privacidade. As experiências da “vida real” voltaram a ser valorizados como escape do stress constante da vida online.

7. Consumidores cuidar deles próprios
Ou seja, os consumidores estão a cortar caminho e a fazer eles próprios as tarefas.. Na saúde, por exemplo, procuram soluções práticas de alimentos, valorizando produtos orgânicos. Ser capaz de cuidar de si mesmo’é visto como um luxo que permite às pessoas serem mais versáteis, expandirem suas possibilidades. Essa tendência reflete-se no modo como as pessoas cuidam da sua alimentação e da saúde.

8. Mundo sem plástico
Os consumidores estão mais atentos ao desperdício e lutam cada vez mais por uma sociedade sem plásticos. Este ano, a tendência é para que estejam ainda mais alerta para este problema e rejeitem produtos com embalagens plásticas de utilização única, como acontece em alguns produtos alimentares ou de beleza, por exemplo. Os consumidores procuram reciclar e reutilizar as embalagens e mostram-se mais disponíveis a gastar mais em produtos com materiais recicláveis e em marcas se preocupam efetivamente com o meio-ambiente.

9. Soluções rápidas e sem problemas
A palavra-chave vai ser eficiência. Cada vez mais atarefados, os consumidores querem serviços e produtos entregues rapidamente e da maneira mais simples possível. Querem perder o menor tempo possível com as com as questões práticas do dia a dia, como as compras de supermercado, e dedicar mais tempo trabalho e à vida pessoal. Querem poupar tempo por isso, em 2019, os consumidores não se importam de gastar mais dinheiro num serviço ou produto caso isso lhes poupe tempo. Neste domínio, ferramentas como a tecnologia 5G, o big data ou a inteligência artificial podem ser ferramentas muito úteis.

10.O poder de compra dos 50 anos
As pessoas acima dos 50 anos, solteiros, divorciados ou viúvos, estão mais disponíveis para aproveitar a vida, tendencialmente têm mais poder de compra e estão a adotar um estilo de vida típico dos jovens solteiros. Privilegiam as questões de conveniência e custo, a segurança financeira e pensam mais  na hora de tomar decisões de consumo do que as gerações mais jovens.

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