Este verão tem um conjunto de significados diferentes, fruto de tudo o que temos vivido ao longo do último ano e meio.

É um verão marcado pela visão de uma luz ao fundo do túnel no que respeita à pandemia Covid-19, de rápido avanço nos níveis de vacinação em algumas regiões do mundo (ao passo que noutras há ainda há muito para fazer) e de uma pausa, para a maioria das pessoas, na sua atividade profissional – seguida de um recomeço algures, na esperança de que os dias passados fora tenham sido suficientes para recarregar baterias.

Muito se tem falado do impacto de toda a situação que vivemos nas pessoas e nas equipas, e é claro para todos que as mudanças que ocorreram no último ano e meio serão catalisadores para alterações relevantes em várias organizações. Enquanto algumas já estavam preparadas para uma realidade de trabalho híbrida, para a grande maioria este era um desafio que ainda não tinham decidido encarar – tendo sido necessário fazê-lo em tempo recorde. Vivo, desde há vários anos, numa realidade em que o trabalho remoto sempre esteve presente. Não só o fazia cá, enquanto estava em Portugal, mas também nas várias viagens para o estrangeiro. Chega a ser caricato só ter estado no nosso escritório de Londres uma vez, dado que sempre que lá ia estava em cafés ou nas instalações de parceiros ou clientes. Mas isto é o que nos é possível hoje – e já está sobejamente visível para todos. Não há como voltar atrás.

Apesar de toda a dinâmica de trabalho que era visível na minha equipa, e em outras em diferentes empresas, a verdade é que nada nos preparou para o que vivemos. E foi verdadeiramente impressionante ver a forma como as equipas se adaptaram para cumprir tudo o que lhes surgiu pela frente, e mais ainda, ao passo que tinham de lidar com situações pessoas e familiares muitas vezes desafiantes. Não foi apenas a forma como o trabalho continuou a ser realizado, mas a maneira como relações impactadas se reajustaram.

Está muito por resolver ainda, é certo, e conheço muitas pessoas que tal como eu têm uma genuína saudade de poder estar tempo no escritório, almoçar com colegas que já se tornaram amigos, reunir com clientes e parceiros durante um almoço descontraído. Esse tempo voltará, estou certo, mas até lá continuaremos a trabalhar em equipa da forma que nos for possível, e tirando o melhor de cada situação.

Por tudo isso, acho que todas as equipas merecem este gigantesco obrigado, extensível a todos os seus membros. Obrigado pela forma como se dedicaram a fazer o que era esperado, da melhor maneira que nos foi possível. Obrigado por nunca baixarem os braços e se apoiarem quando foi necessário. Obrigado por conseguirem marcar de tal forma a diferença que algumas, como no nosso caso, tiveram reconhecimentos que nunca tinham recebido fruto do trabalho fora de série realizado. Obrigado por todo o esforço e dedicação que continuam a colocar e por acreditarem, tal como eu, que tudo vai passar e que poderemos em breve, voltar a ser, aquela equipa!

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Sérgio Viana é Partner & Digital Experience Lead na Xpand IT, onde é responsável pela definição da estratégia e oferta da unidade, focada na criação de experiências digitais com uma base tecnológica. É também Board Member da IAMCP Portugal, o... Ler Mais