FAO quer destacar 100 mulheres que estão a mudar a agricultura no mundo
A iniciativa “100 Women Heroes in Agrifood Systems and Rural Development” pretende reconhecer o contributo de mulheres em todo o mundo para a segurança alimentar, a sustentabilidade e o desenvolvimento rural. Candidaturas abertas até 15 de junho.
A FAO declarou 2026 como o Ano Internacional da Mulher Agricultora e lançou a iniciativa global “100 Women Heroes in Agrifood Systems and Rural Development”, com o objetivo de reconhecer o contributo de mulheres de todo o mundo para os sistemas agroalimentares e o desenvolvimento rural.
A iniciativa pretende identificar mulheres com impacto relevante ao longo de toda a cadeia de valor, destacando o seu papel na promoção da segurança alimentar, da sustentabilidade e da resiliência das comunidades rurais. O reconhecimento abrange perfis diversos, desde agricultoras e trabalhadoras sazonais a investigadoras, empreendedoras rurais e profissionais das ciências agrícolas.
De acordo com a FAO, as mulheres representam mais de 40% da força de trabalho agrícola nos países em desenvolvimento, podendo ultrapassar os 50% em várias regiões de África e da Ásia. Apesar deste peso significativo, continuam a enfrentar obstáculos estruturais, nomeadamente no acesso à terra, ao financiamento, à inovação tecnológica e à participação nos processos de decisão.
Em Portugal, estima-se que as mulheres gerem entre 31% e 33% das explorações agrícolas, sendo responsáveis por múltiplos exemplos de transformação social e económica no meio rural.
Neste contexto, a FAO convida os países a identificar e propor candidatas, mobilizando entidades públicas, organizações do setor e redes associativas. As candidaturas decorrem até 15 de junho de 2026. Em Portugal, os contributos devem ser enviados ao Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) do Ministério da Agricultura, que assegura a coordenação nacional do processo.
O Ano Internacional da Mulher Agricultora visa dar maior visibilidade aos desafios enfrentados por estas profissionais, promovendo políticas, investimentos e iniciativas que reforcem a igualdade de género e valorizem o seu papel na agricultura e no desenvolvimento sustentável. A coordenação da iniciativa é assegurada pela FAO, em articulação com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e outras agências das Nações Unidas.








