Start-up brasileira capta 30 milhões de reais para criar IA que trabalha sozinha

Pedro Salles, fundador da Inner AI

A Inner Ai levantou 30 milhões de reais (5 milhões de euros) numa ronda seed. O investimento será aplicado no lançamento de um novo produto, o Squad.com, que substitui o modelo de copiloto por um “assistente de negócio”.

A start-up brasileira Inner AI criou uma plataforma que integra modelos como ChatGPT, Claude e Gemini num único espaço, funcionando como um copiloto para tarefas do dia a dia, desde escrever textos até gerar apresentações. A empresa acaba de levantar 30 milhões de reais (5 milhões de euros)  numa ronda seed, liderada pelos fundos de investimento Canary e OneVC, estando avaliada em 500 milhões de reais (84 milhões de euros).

O investimento será utilizado, sobretudo, no lançamento de um novo produto, o Squad.com, que substitui o modelo de copiloto por um “assistente de negócio”. Na prática, trata-se de agentes de inteligência artificial que respondem a clientes através do WhatsApp, criam campanhas de marketing e organizam o fluxo financeiro, sem depender de comandos constantes do utilizador.

“O utilizador não precisa enviar mensagens. Os assistentes vão guiando e sugerindo o que fazer”, explica Pedro Salles, CEO da Inner AI, citado pela Exame Brasil.

A aposta acompanha uma mudança no setor. Depois da popularização dos chats de IA, o mercado tenta agora avançar para sistemas mais autónomos. O problema é que, na prática, a tecnologia ainda depende de “comando humano” e grande parte dos utilizadores não sabe como tirar partido destas ferramentas no dia a dia. E é aqui que a a Inner AI se quer posicionar-se.

Com mais de 1 milhão de utilizadores, a empresa foca-se em pequenos empreendedores e acredita que simplificar o uso e automatizar decisões pode desbloquear a próxima onda de crescimento da inteligência artificial.

Como nasceu a Inner AI

O paulistano Pedro Salles, hoje com 26 anos, tem duas paixões: o audiovisual e a tecnologia. Programador desde os 10 anos, mudou-se para os Estados Unidos depois de terminar o ensino secundário, com o objetivo de aprofundar os seus conhecimentos em programação e cinema. Mas descobriu outra área que o fascinou: a inteligência artificial.

Foi então que começou a desenvolver tecnologia para que robôs de IA pudessem auxiliar na produção de conteúdos.

De regresso ao Brasil, encontrou um sócio que já empreendia na área do ensino, ajudando empresas a criar cursos digitais. Passou a comercializar a tecnologia que tinha desenvolvido para estas instituições.

Hoje, a Inner AI é uma plataforma que permite aos utilizadores interagir com várias inteligências artificiais diferentes num único espaço, mediante um pagamento único. Com o novo investimento, a empresa prepara agora novos planos, incluindo um agente de IA capaz de executar tarefas de forma autónoma.

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