Algumas profissões devem resistir à substituição por máquinas, prevê Bill Gates

Apesar do avanço da IA, na opinião do fundador da Microsoft áreas com pensamento crítico e gestão de crises continuam insubstituíveis.

O impacto futuro da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho tem sido amplamente discutido, nomeadamente, os riscos desta poder vir a destruir algumas profissões. Um relatório da Microsoft aponta algumas profissões com maior exposição à IA, entre as quais tradutores e intérpretes (98%), historiadores, matemáticos e editores (91%), escritores (85%) e jornalistas (81%). Números que não indicam uma substituição imediata, mas a necessidade de um alto grau de adaptação, para que os profissionais dessas áreas se mantenham competitivos.

Contudo, mesmo com toda a evolução tecnológica e com a transformação que o mundo laboral enfrenta, muitos especialistas continuam a defender que algumas profissões vão resistir e não serão substituídas por máquinas.

É o caso de Bill Gates, já que o fundador da Microsoft considera que as profissões que exigem pensamento crítico, a tomada de decisões complexas ou a atuação em cenários imprevisíveis, continuarão a depender da intervenção humana.

Gates dá três exemplos de setores que continuarão a precisar da atuação de pessoas.

Tecnologia (programadores e developers)
Apesar da IA já ser capaz de gerar códigos, para Gates continua a ser necessário o trabalho humano para supervisionar sistemas, corrigir falhas e desenvolver soluções mais complexas.

Pesquisa científica (biólogos e pesquisadores
Na área médica e científica, a tecnologia atua como ferramenta, mas não substitui a capacidade humana de formular hipóteses, interpretar resultados e propor novos caminhos.

Energia (petróleo, nuclear e renováveis)
Segundo Gates, o setor energético é um dos que exige experiência prática e capacidade de reação em situações críticas, como oscilações de procura e crises de abastecimento — fatores difíceis de serem totalmente automatizados.

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