Mulheres portuguesas combatem estigma e investem mais
Desde janeiro de 2026, o número de utilizadoras a investir na plataforma Revolut disparou 97% face ao período homólogo, revela a plataforma.
Um estudo da Dynata para a Revolut revela que 42% das mulheres sente que a sociedade ainda as vê como menos aptas para gerir dinheiro do que os homens — um estigma que apenas 29% dos homens consegue identificar.
Contudo, apesar deste contexto social, dados internos da Revolut em Portugal mostram que as mulheres estão a ignorar o estigma de que o mundo dos investimentos foi desenhado por homens, para homens, e começam a ditar as suas próprias regras. Desde janeiro de 2026, o número de utilizadoras que investiram na plataforma disparou 97% face ao período homólogo. Mais, as mulheres estão a assumir o controlo uma vez que o volume total investido por utilizadoras portuguesas cresceu 132% face a 2025.
O estudo da Revolut indica que 30% das mulheres não investe por receio de perda de capital e 29% por falta de capital disponível. Longe de ser uma fraqueza, esta atitude traduz-se numa estratégia ponderada, na medida em que os dados confirmam que as mulheres são investidoras pragmáticas, com 69% a optar por Fundos do Mercado Monetário, priorizando opções de baixo risco e maior estabilidade.
Refira-se ainda que 59% das mulheres exige melhor educação financeira para dar o primeiro passo no universo dos investimentos enquanto 26% pede ferramentas de investimento mais acessíveis.
Num universo em que a inteligência artificial (IA) tem uma intervenção cada vez maior, as investidoras mantêm os pés no chão. Embora 40% aceite o conselho da IA, não abdicam do olhar humano. Apenas 5% entregaria as chaves do seu futuro financeiro totalmente a uma máquina. Esta cautela reflete uma postura de investimento mais ponderada e estratégica, focada na segurança a longo prazo e não apenas na euforia tecnológica.
“Os dados mostram que não falta ambição às mulheres, falta-lhes um ecossistema que não as subestime. Quando 30% dizem que o medo as trava e 59% pedem educação, o mercado tem a obrigação de responder com clareza e não apenas com algoritmos”, afirmou Ignacio Zunzunegui, Head of Growth para o Sul da Europa na Revolut.








