Cinco prioridades que vão marcar a liderança em 2026
Agilidade, foco, inteligência artificial, propósito e impacto são as prioridades que vão marcar a atuação dos líderes empresariais este ano, de acordo com o The Lisbon MBA Católica|Nova Alumni Unite Summit 2026.
Partindo do tema “Navigating a world of changing priorities”, o The Lisbon MBA Católica|Nova Alumni Unite Summit 2026 reuniu, na semana passada, mais de 300 participantes – alumni, académicos, líderes empresariais e decisores públicos – para refletir sobre o que distingue a liderança competitiva num mundo de prioridades em transformação.
E num contexto atual dominado pela instabilidade geopolítica, pela aceleração tecnológica e pela crescente pressão regulatória, este summit organizado pela The Lisbon MBA Católica|Nova identificou cinco eixos centrais que deverão marcar a liderança ao longo deste ano, eixos que passam por uma maior agilidade, foco estratégico, integração da Inteligência Artificial, propósito e impacto.
Numa sessão de trabalho iniciada com as intervenções de João Serrano e Mariana Coimbra, copresidentes do Alumni Board, e de Maria José Amich, diretora executiva do The Lisbon MBA Católica|Nova, foi reforçado o papel do Alumni Club como plataforma ativa de reflexão estratégica, ligando empresas, academia e sociedade, bem como a necessidade das empresas assumirem um papel ainda mais central como âncoras de estabilidade e criação de valor, exigindo líderes capazes de navegar ambiguidade com pensamento crítico e visão de longo prazo.
O Alumni Unite Summit 2026 constatou que a agilidade tornou-se uma condição de sobrevivência, ainda que a incerteza que atravessa todos os setores de atividade, se manifeste de formas distintas. Por exemplo, o setor do FMCG & retalho, da saúde, da energia, do imobiliário ou da tecnologia partilham a mesma exigência: a capacidade de adaptação rápida.
Na sequência da volatilidade geopolítica, da reorganização das cadeias de abastecimento e da crescente utilização de instrumentos económicos como ferramentas de pressão internacional impõem-se decisões mais céleres e estruturas organizacionais mais flexíveis, em que a agilidade não significa dispersão, mas sim saber ajustar mantendo a direção estratégica clara.
No Think Tank de FMCG & Retail, Leah Johns, Head of Global Consumer Lab na Bain & Company, destacou que, embora os canais de venda e os formatos de descoberta estejam a mudar rapidamente – do retalho físico ao social commerce e à Inteligência Artificial – as necessidades fundamentais dos consumidores permanecem estáveis e exigem segurança, saúde e valor. Por isso, as empresas vencedoras serão as que conseguirem adaptar-se mais rapidamente sem perder o foco no consumidor.
Atualmente, com um ambiente repleto de estímulos e oportunidades tecnológicas, os líderes empresariais reforçam a importância de manter foco no essencial, isto é, naquilo que diferencia verdadeiramente cada organização. A redefinição de risco, que hoje inclui a soberania digital, o acesso a infraestruturas críticas, a estabilidade regulatória e a segurança energética, exige escolhas claras e prioridades bem definidas em que o foco é muito importante para saber onde investir, onde acelerar e onde não dispersar os recursos.
A liderança empresarial será marcada também pela integração da Inteligência Artificial que deixou de ser uma promessa futura para se tornar uma realidade organizacional. A principal conclusão dos debates do evento foi de que não se trata apenas de adotar ferramentas, mas de integrar estruturalmente a Inteligência Artificial nos processos, nas decisões e nos modelos de negócio.
Os profissionais presentes no Alumni Unite Summit 2026 sublinharam que o verdadeiro diferencial competitivo não estará apenas na adoção tecnológica, mas na capacidade de combinar competências humanas com sistemas inteligentes. Além disso, o pensamento crítico, a capacidade de questionar resultados e a gestão da mudança foram apontados como competências essenciais.
A liderança em 2026 será, também, medida pela sua capacidade de gerar impacto positivo no negócio e na sociedade. A sustentabilidade deixou de ser apenas reputacional para se tornar estratégica na vida das empresas. Em suma, o propósito e impacto são encarados como motores de legitimidade.








