Entrevista/ “Construir um negócio baseado em ciência e orientado para a sustentabilidade exige paciência e disciplina”

Elizaveta Baranova, fundadora da AGROPHENOLS

“Ao contrário das empresas convencionais que dependem exclusivamente de sementes, processamos toda a biomassa agrícola — caules, folhas, resíduos de poda e cortiça —, maximizando a recuperação de valor por tonelada e transformando aquilo que normalmente é considerado desperdício num input rentável”, explica Elizaveta Baranova, fundadora da AGROPHENOLS, que opera a partir de um laboratório no TagusPark.

Todos os anos, mais de mil milhões de dólares em alimentos são perdidos ou desperdiçados em todo o mundo, sendo que cerca de 400 mil milhões desaparecem antes mesmo dos produtos chegarem ao retalho. A AGROPHENOLS, com laboratório de investigação no TagusPark e operação junto aos produtores, aproveita estes fluxos secundários para extrair polifenóis e outros compostos bioativos, totalmente rastreáveis e certificados, reduzindo o desperdício e as emissões.

Em entrevista ao Link to Leaders, a cofundadora Elizaveta Baranova explica como pretende liderar a revolução da agricultura circular na Europa. Da experiência em start-ups de nutracêuticos à análise das cadeias de desperdício alimentar, o percurso internacional de Baranova moldou a abordagem da empresa: decompor sistemas complexos, identificar ineficiências e redesenhá-los de forma inovadora. Na AGROPHENOLS, essa filosofia traduz-se numa estratégia que alia sustentabilidade e rentabilidade, valorizando cada tonelada de biomassa e criando uma infraestrutura replicável para mercados globais de elevado valor.

O seu percurso académico passa por instituições como a Universidade de Miami e a ETH Zurique. De que forma este percurso internacional moldou a sua mentalidade empreendedora?

Na Universidade de Miami, onde estudei Engenharia Mecânica com especialização em Aeroespacial, fui treinada para abordar problemas a partir dos primeiros princípios. Na engenharia, especialmente na área aeroespacial, somos frequentemente confrontados com desafios para os quais não existem respostas pré-definidas. Fomos incentivados não só a resolver problemas, mas também a questionar soluções existentes e a desenhar alternativas melhores. Esta forma de pensar — decompor sistemas, identificar ineficiências e reconstruí-los de forma diferente — moldou profundamente a forma como analiso problemas industriais e ambientais complexos.

Mais tarde, na ETH Zurique, a minha perspetiva expandiu-se do desenho de soluções para a compreensão de como as comercializar. Passei a interessar-me cada vez mais pela forma como a inovação científica se transforma em modelos de negócio escaláveis, sobretudo nos setores da saúde e dos nutracêuticos. Quando comecei a analisar os fluxos de desperdício alimentar e agrícola, não vi apenas biomassa — vi um sistema ineficiente, com valor químico por explorar e mercados desconectados. O pensamento de engenharia levou-me a explorar abordagens técnicas alternativas, enquanto a exposição à comercialização me ajudou a ligar essas soluções a mercados finais de elevado valor. A AGROPHENOLS nasceu precisamente dessa interseção: identificar uma ineficiência estrutural e desenhar um modelo tecnologicamente sólido e economicamente viável.

“(…) a inovação tem de ser construída desde o primeiro dia com a conformidade, a estabilidade da cadeia de abastecimento e o crescimento internacional em mente”.

Antes de fundar a AGROPHENOLS, adquiriu experiência prática em start-ups de nutracêuticos, desde a formulação de produtos até às estratégias de entrada no mercado. Quais foram as lições mais valiosas dessa fase da sua carreira?

Antes de fundar a AGROPHENOLS, trabalhei em duas start-ups de nutracêuticos [nutrientes presentes nos alimentos que trazem benefícios para a saúde, sem serem medicamentos. Atuam como complemento à alimentação e ao estilo de vida, ajudando no equilíbrio e no bem-estar] em fases muito distintas de desenvolvimento, o que me deu uma visão abrangente de como crescem os negócios baseados em ciência.

Na primeira, o produto ainda estava em desenvolvimento e não tinha sido lançado no mercado. Estive envolvida na definição do portefólio de produtos, na negociação com fornecedores e fabricantes, e na navegação dos requisitos de conformidade regulamentar desde o início. Essa experiência mostrou-me como é crítico alinhar, desde cedo, a formulação, o sourcing e a estratégia regulatória — porque pequenas decisões estruturais no início podem determinar se um produto escala de forma fluida ou enfrenta obstáculos mais tarde.

Em contraste, a segunda empresa já era uma das principais marcas de suplementos nutricionais na Suíça. Aí, foquei-me no desenvolvimento de negócio internacional e observei como uma empresa estabelecida se expande para novos mercados, gere redes de distribuidores e se adapta a diferentes contextos regulamentares e comerciais. Ter acompanhado tanto a fase “zero-a-um” como a fase de escala deu-me perspetiva: a inovação tem de ser construída desde o primeiro dia com a conformidade, a estabilidade da cadeia de abastecimento e o crescimento internacional em mente.

Que problema ou oportunidade identificou no mercado que levou à criação da AGROPHENOLS?

Enquanto trabalhava na indústria dos nutracêuticos, comecei a interessar-me cada vez mais pela origem real dos compostos bioativos e pela forma como são obtidas as matérias-primas. Essa curiosidade levou-me a analisar o panorama mais amplo dos sistemas alimentares e agrícolas globais — e foi então que comecei a olhar para os dados sobre desperdício alimentar e agrícola. O que encontrei foi impressionante: todos os anos, mais de um bilião de dólares em alimentos é perdido ou desperdiçado a nível global, sendo que cerca de 400 mil milhões desaparecem antes mesmo de os produtos chegarem ao retalho. Ao mesmo tempo, os sistemas alimentares são responsáveis por quase 30% das emissões globais de gases com efeito de estufa, e o desperdício alimentar, por si só, contribui com milhares de milhões de toneladas de CO₂ equivalente anualmente.

Esses números deixaram de ser abstratos quando comecei a visitar vinhas e unidades de produção de azeite e a ver os fluxos de resíduos na prática — bagaço de uva, folhas de oliveira, cascas de frutos secos e outros resíduos acumulados em grandes volumes. Do ponto de vista bioquímico, sabia que estes materiais eram ricos em polifenóis e outros compostos valiosos. Das conversas com agricultores, compreendi quão apertadas são as suas margens e como o aumento da regulação ambiental acrescenta ainda mais pressão. Tornou-se claro que o problema não era a falta de recursos, mas sim a desconexão entre subprodutos agrícolas e mercados de elevado valor.

A AGROPHENOLS nasceu dessa constatação. Quis construir um sistema que captasse valor antes de este se perder — extraindo primeiro compostos de alto valor e transformando depois a biomassa remanescente em produtos úteis, como biochar e biofertilizantes.

“Para uma empresa de valorização de biomassa, a proximidade à matéria-prima não é um pequeno detalhe; é uma vantagem estrutural”.

O que a levou a escolher Portugal e que vantagens vê no ecossistema português para o desenvolvimento de um projeto como este?

Portugal oferece a interseção certa entre escala agrícola, pressão por sustentabilidade e infraestrutura de inovação. O país tem setores fortes no vinho, azeite e frutos secos — precisamente as indústrias que geram o tipo de resíduos agrícolas com que trabalhamos. Para uma empresa de valorização de biomassa, a proximidade à matéria-prima não é um pequeno detalhe; é uma vantagem estrutural. Estar perto de vinhas e produtores de azeite permite-nos compreender diretamente a realidade do fornecimento e desenhar soluções práticas, em vez de teóricas.

Ao mesmo tempo, Portugal dispõe de um ecossistema crescente de biotecnologia e start-ups, acesso a programas europeus de investigação e financiamento, e uma aposta cada vez maior na sustentabilidade e na economia circular. Muitos produtores locais operam com margens reduzidas e enfrentam exigências ambientais crescentes, o que torna particularmente relevantes soluções que reduzem os encargos com a gestão de resíduos e criam valor adicional. Esta combinação — forte produção primária e um ambiente de inovação em evolução — faz de Portugal um terreno ideal para testar modelos circulares escaláveis.

Para nós, era essencial construir num local onde o problema é real, os stakeholders são acessíveis e o ecossistema apoia o desenvolvimento a longo prazo. Portugal reuniu essas três condições.

“(…) o nosso modelo reduz o envio para aterro e a queima a céu aberto de resíduos agrícolas, abordando diretamente as emissões associadas e melhorando a saúde do solo e a eficiência dos recursos através de outputs de base biológica”.

A AGROPHENOLS aposta na ligação entre subprodutos agrícolas e mercados de elevado valor, como nutracêuticos, alimentos funcionais, cosmética e inputs de base biológica. De que forma este modelo contribui para a sustentabilidade e para o valor do negócio?

O nosso modelo assenta na ligação de duas partes da cadeia de valor que tradicionalmente operam de forma separada: os subprodutos agrícolas e os mercados especializados de elevado valor. Por um lado, os agricultores geram grandes volumes de biomassa que são frequentemente tratados como resíduos ou materiais de baixo valor. Por outro lado, setores como os nutracêuticos, alimentos funcionais, cosmética e inputs de base biológica procuram ativamente ingredientes naturais, rastreáveis e orientados para a performance. Fazemos a ponte entre esses dois mundos, extraindo primeiro ingredientes de alto valor — direcionados a mercados premium e de elevada margem — e valorizando depois a biomassa remanescente em produtos como biochar, corretivos de solo e aplicações de biofertilizantes.

O que diferencia a nossa abordagem é não nos focarmos apenas numa fração da planta. Ao contrário das empresas convencionais que dependem exclusivamente de sementes, processamos toda a biomassa agrícola — caules, folhas, resíduos de poda e cortiça —, maximizando a recuperação de valor por tonelada e transformando aquilo que é considerado desperdício num input estruturalmente rentável. Isto aumenta a eficiência dos recursos e reforça as margens, ao extrair mais valor de cada tonelada de matéria-prima.

Do ponto de vista da sustentabilidade, o nosso modelo reduz o envio para aterro e a queima a céu aberto de resíduos agrícolas, abordando diretamente as emissões associadas e melhorando a saúde do solo e a eficiência dos recursos através de outputs de base biológica. Do ponto de vista empresarial, reduz os custos de inputs ao utilizar fluxos de biomassa subexplorados e cria vias de receita diversificadas em várias categorias de produtos. Ao extrair o máximo valor por tonelada e estruturar cada unidade com margens mensuráveis e enquadramentos de certificação normalizados, garantimos que o desempenho ambiental se traduz em retornos económicos previsíveis. O resultado é um sistema em que a sustentabilidade não é um objetivo externo, mas um motor estrutural da rentabilidade.

A economia circular e as soluções de base biológica estão a ganhar força a nível global. Como vê o posicionamento da AGROPHENOLS nesta transformação?

A transição global para a economia circular e para soluções de base biológica já não é teórica — é estrutural. Os governos estão a apertar a regulação em matéria de sustentabilidade, as empresas estão a repensar as cadeias de abastecimento e os consumidores exigem cada vez mais transparência e responsabilidade ambiental. No entanto, muitos modelos circulares continuam fragmentados ou limitados a soluções de produto único. Vemos a AGROPHENOLS a posicionar-se não apenas como produtora de ingredientes de base biológica, mas como uma camada de infraestrutura escalável dentro desta transformação.

A nossa ambição é construir sistemas descentralizados e automatizados de valorização de biomassa, que possam ser implementados na origem da geração de resíduos agrícolas. Em vez de transportar grandes volumes de biomassa de baixo valor por longas distâncias, pretendemos processar e transformar estes subprodutos perto dos locais de produção — recuperando componentes de alto valor e convertendo o material restante em produtos utilizáveis. Esta abordagem reduz ineficiências logísticas e a pegada de carbono associada ao transporte, ao mesmo tempo que aumenta a flexibilidade e a escalabilidade entre regiões.

Nesse sentido, não estamos apenas a responder ao movimento da economia circular — estamos a desenhar mecanismos práticos para a implementar à escala industrial. Ao combinar rigor tecnológico, eficiência operacional e modelos de implementação modular, pretendemos acelerar a transição de sistemas lineares de desperdício para cadeias de valor circulares economicamente viáveis.

“Ao contrário das start-ups digitais, estes projetos não conseguem escalar de forma “asset-light” — a infraestrutura e a validação técnica são fundamentais”.

Na sua perspetiva, quais são hoje os maiores desafios para escalar soluções sustentáveis no setor dos nutracêuticos e dos alimentos funcionais?

Dois dos maiores desafios na escalabilidade de soluções sustentáveis no setor dos nutracêuticos e dos ingredientes funcionais são a intensidade de capital e a conformidade regulamentar. A biotecnologia industrial exige investimento inicial em investigação, equipamento, sistemas de controlo de qualidade e otimização de processos muito antes de se atingirem receitas comerciais plenas. Ao contrário das start-ups digitais, estes projetos não conseguem escalar de forma “asset-light” — a infraestrutura e a validação técnica são fundamentais.

Os requisitos regulamentares acrescentam outra camada de complexidade. A produção de ingredientes para aplicações alimentares, nutracêuticas ou cosméticas exige certificações rigorosas, rastreabilidade, protocolos de garantia de qualidade e conformidade com normas internacionais de segurança. Estes processos são essenciais — protegem os consumidores e constroem confiança —, mas também prolongam os prazos e aumentam os custos operacionais.
Para empresas em fase inicial, atrasos em aprovações ou certificações podem travar a comercialização e pressionar os recursos. Exige planeamento cuidadoso, forte disciplina documental e alinhamento entre I&D e estratégia regulatória desde o início.

Ao mesmo tempo, estas barreiras criam defensabilidade. Embora tornem a escala mais exigente, também protegem as empresas que conseguem navegá-las de forma eficaz. Na nossa visão, o sucesso a longo prazo neste setor depende de integrar a robustez regulatória e a disciplina de capital na base do negócio, em vez de as tratar como considerações secundárias.

Na prática diária da AGROPHENOLS, como se traduzem os princípios de estratégia, execução e colaboração em decisões que impactam o crescimento e a sustentabilidade do negócio?

O alinhamento estratégico significa avaliar constantemente o impacto de cada decisão no valor de longo prazo da empresa — operacional e financeiramente. Analisamos oportunidades, antes de mais, através de uma lente de negócio: isto melhora a nossa escalabilidade? Reforça as margens? Aumenta a defensabilidade ou a confiança dos investidores? Embora a tecnologia seja central no que fazemos, a AGROPHENOLS foi construída como uma empresa comercial, não como um projeto de investigação. Cada iniciativa tem de contribuir para a criação de uma infraestrutura escalável e atrativa para investimento.

O foco na execução traduz-se numa alocação disciplinada de capital e num crescimento orientado por marcos. Num setor intensivo em capital, o desalinhamento entre ambição e recursos pode comprometer todo um projeto. Por isso, privilegiamos o desenvolvimento faseado — entrando primeiro em mercados de elevada margem, validando a procura antes de expandir capacidade e garantindo que cada etapa reforça a valorização e reduz o risco. As decisões são tomadas com base no seu impacto na trajetória de cash flow, no posicionamento de mercado e no potencial de retorno a longo prazo.

A colaboração orientada por parcerias segue a mesma lógica. Construímos relações que reforçam a distribuição, asseguram a estabilidade do fornecimento e reduzem o risco da expansão para novos mercados. No final, as nossas decisões diárias são guiadas por um princípio simples: a sustentabilidade tem de se traduzir em economia sustentável. Se uma decisão não reforça estruturalmente o negócio, voltamos a avaliá-la.

“(…) o primeiro grande marco é a construção e o arranque da nossa primeira unidade industrial em Portugal”.

 Olhando para o futuro, quais são os principais marcos ou prioridades da AGROPHENOLS para os próximos anos?

Nos próximos anos, o primeiro grande marco é a construção e o arranque da nossa primeira unidade industrial em Portugal. Esta instalação permitirá passar da validação piloto para uma produção comercial estável, otimizar processos à escala e reforçar acordos de fornecimento e comerciais de longo prazo. Representa a base do nosso crescimento operacional e financeiro, demonstrando que o modelo funciona de forma fiável em condições industriais.

Com essa base consolidada, o passo seguinte é o desenvolvimento do nosso protótipo descentralizado em contentor. O objetivo é criar uma unidade modular de valorização de biomassa que possa operar perto dos locais de produção agrícola, reduzindo custos logísticos e aumentando a flexibilidade de implementação. Este sistema permitirá replicar infraestruturas de forma mais eficiente e expandir sem depender exclusivamente de unidades centralizadas.

Importa sublinhar que cada uma destas unidades é concebida não apenas como equipamento de processamento, mas como um ativo de infraestrutura gerador de receita. O nosso objetivo é implementar sistemas padronizados e certificáveis, capazes de gerar fluxos de receita diversificados — desde produtos bio-based de elevado valor até créditos de remoção de carbono verificados — operando com margens mensuráveis e previsíveis.

Uma vez validados, planeamos implementar estes contentores no Sul da Europa e, posteriormente, entrar no mercado dos EUA, em particular em regiões com elevada concentração de vinhas e produtores de frutos secos. O objetivo mais amplo é evoluir de um único local de produção para uma plataforma escalável e internacional de valorização de biomassa agrícola.

Que conselho daria a fundadores que querem construir negócios baseados em ciência e focados na sustentabilidade em mercados globais altamente competitivos?

Construir um negócio baseado em ciência e orientado para a sustentabilidade exige paciência e disciplina. A inovação, por si só, não é suficiente — tem de ser comercialmente viável, robusta do ponto de vista regulatório e operacionalmente escalável. O meu conselho é desenhar com a escala em mente desde o início, mesmo que se comece pequeno. É importante pensar para além do laboratório e compreender como a solução se encaixa em cadeias de abastecimento reais, estruturas de custos reais e incentivos de mercado reais.

É também fundamental respeitar a complexidade dos setores regulados. Certificação, conformidade e sistemas de qualidade levam tempo, mas fazem parte da construção de credibilidade a longo prazo. Por fim, alinhar impacto com economia. A sustentabilidade não pode depender de boa vontade — tem de reforçar margens e criar valor para todos os stakeholders. Quando os incentivos ambientais e financeiros caminham na mesma direção, o crescimento torna-se muito mais sustentável.

Respostas curtas: 
O maior risco: Construir infraestruturas industriais intensivas em capital num setor onde a validação leva tempo — e optar por fazê-lo de forma deliberada, em vez de procurar um crescimento mais rápido mas menos defensável.
O maior erro: Subestimar o tempo necessário para os processos de alinhamento regulatório e certificação nos mercados alimentar e nutracêutico.
A melhor ideia: Conceber a AGROPHENOLS como infraestrutura com ativos e geração de receita — e não apenas como um projeto de sustentabilidade.
A lição mais importante: A disciplina supera a velocidade. Em indústrias reguladas e orientadas pela ciência, a execução controlada cria vantagem a longo prazo.
A maior conquista: Transformar subprodutos agrícolas de um custo inevitável numa oportunidade escalável e orientada por margens.

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