A notícia do bloqueio de todas as plataformas de troca de moedas virtuais da China foi trabalho de um hacker que entrou no servidor do banco central chinês.

O pânico instalou-se junto dos investidores de moedas virtuais mais ingénuos. Este acontecimento é percetível no valor desta divisa virtual, que começou fevereiro com um valor acima dos 8000 euros e, em apenas cinco dias, desceu para os 4800.

A moeda não tinha um valor tão baixo desde novembro. A queda do valor teve, principalmente, origem na notícia de que o Banco Popular da China ia banir por completo todas as plataformas de troca de moedas virtuais.

Felizmente para os amantes, investidores e utilizadores das criptomoedas, a notícia foi um falso alarme. Não passou do trabalho de um hacker que entrou no servidor interno do banco central chinês e enviou e-mails de convites a jornalistas norte-americanos a explicar que tanto a China como Hong Kong iam introduzir uma nova regulação contra a lavagem de dinheiro no dia 14 de fevereiro.

Estas novas diretrizes, segundo o e-mail, iam incidir no desmantelamento de todos os serviços e atividades dentro do mundo das moedas virtuais. Isto incluía plataformas de compra e venda, a mineração de bitcoins e as carteiras, ou wallets.

As autoridades da China e de Hong Kong já desmentiram a notícia e o dono da conta de e-mail e trabalhador do Banco Central chinês já referiu que não fazia ideia de que a mensagem tinha sido enviada, acrescentando que tinha sido pirateado.

O convite falsificado foi muito provavelmente utilizado por alguém que queria lucrar com o pânico dos vendedores, visto que uma das principais preocupações dos investidores deste tipo de moedas são os regulamentos por parte de governos.

Em dezembro, o vice-governador do Banco Popular da China, Pan Gongsheng, explicou que a sua opinião pessoal sobre o assunto passava por o bitcoin ser pura e simplesmente uma bolha – tal como a febre da tulipa no século XVII nos Países Baixos e, globalmente, com a bolha da internet no virar do último século.

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